Fechou mais uma janela de transferências de Janeiro, e um período que normalmente costuma ser fértil em notícias infundadas e folhetins inacabáveis foi até calma e com desfechos pouco dramáticos. Se os “petrodolares” do Manchester City prometiam aquecer este frio inverno, a verdade é que as sonantes contratações prometidas para Janeiro, leia-se Káká e Buffon, desembocaram nas compras de de Jong, Bridge, Bellamy e Shay Given. Ou seja, depois de tanto aparato as quatro contratações postas ao serviço do técnico Mark Hughes servem bem para um clube de meia de tabela com aspirações europeias.
Se as coisas não correram bem para os lados de Manchester o mesmo não se poderá dizer de Londres. Tottenham e Arsenal conseguiram contratar quem queriam e no caso de Arshavin a sua contratação pôs fim a uma novela de meses em que se especulou o destino do craque russo. Nunca escondi a simpatia que nutro pelos “gunners” e a admiração que tenho pelo russo, portanto, não posso deixar de estar contente pela contratação de um excelente (e já agora experiente) desportista por parte de um treinador que sabe reconhecer como ninguém o talento de um jogador de futebol. Já o clube de White Hart Lane não contente com os 70 milhões gastos no verão, voltou a investir forte no mercado de inverno e garantiu o regresso de nada mais nada menos do que três ex-jogadores: Robbie Keane, Jermaine Defoe e Pascal Chimbonda. Se o bom filho a casa torna, o mesmo não se poderá dizer de Wilson Palacios contratado ao Wigan que tem a oportunidade de mostrar a sua qualidade num clube com outras aspirações, quer dizer,pela politica de contratações evidenciada mesmo que seja um fiasco Palacios parece que vai ter outra oportunidade se brilhar noutro clube. A verdade é que agora Redknapp conta nada mais, nada menos do que quatro avançados da mesma categoria que todos juntos custaram quase 85 milhões de euros. Sim senhor, isto é que é uma gestão coerente...
Nós por cá tivemos um período de transferências calminho. Só o Porto é que se reforçou e foi ao mercado nacional buscar quatro reforços e todos eles de qualidade duvidosa. Se Andrés Madrid já foi uma coqueluche no futebol português não deixa de ser estranho a sua contratação neste momento quando não era, sequer, titular no Braga. Cissoko (ou lá como se escreve) é um lateral possante com evidentes lacunas tácticas que de todas as formas se pode vir a afirmar como um bom reforço, para já o meu veredicto é negativo mas há a possibilidade, dado às suas qualidades físicas, de ele se tornar um bom jogador. Depois o tri-campeão nacional contratou mais dois jogadores já a pensar na próxima época. Primeiro Miguel Lopes, um lateral formado no Benfica que tem dado nas vistas no Rio Ave e Silvestre Varela. Se a aquisição do vila-condense é justificada pelas boas exibições e pela sua relativa juventude já a compra do “Drogba da Caparica” parece-me uma pequena precipitação, do tipo Sandro…Ao Sporting é que ia saindo a sorte grande ao quase conseguirem intrujar o balofo do Veloso por 13 milhões de euros. Eu ia achar piada ao jogo do bolton, o chamado pontapé para a frente e viva a união, a ser pautado pela “classe” velosiana que cada vez que pisa a bola tem que o fazer com mais estilo do que um salvamento num filme do Schwarzenegger. Havia de ser um “dois-em-um” simpático, o Veloso a bombear bolas para o Makukula correr atrás delas, ai é que talvez o Gary Megson perceberia que futebol é mais do que chutar para a frente e ter lá tipos que a consigam receber e chutar à baliza.
*a noticia relativa a Arshavin ainda não é totalmente confirmada, mas nesta altura tudo parece indicar que a tranferência está consumada.