26.9.08

O príncipe

Na votação que foi levada a cabo pelos teóricos, os nossos leitores não tiveram dificuldade em considerar que o “nosso” Cristiano Ronaldo é o melhor de 2008. 63% dos votantes consideraram o extremo do Manchester United o melhor jogador do mundo, números que deixaram a concorrência encabeçada pelo Argentino Leo Messi. Até aqui nada de novo, bastava olhar para o quadradinho da votação para compreender o que estou a dizer, o que falta é hoje, aqui neste blog prestar um tributo a uma verdadeira máquina a jogar futebol.

O rapaz corre que se farta, é forte, tecnicamente é excepcional, possui um jogo de cabeça digno de um Miroslav Klose , marca livres, marca penaltys, marca de calcanhar, isto é, marca de todas as formas e maneiras e quando é preciso, como foi em Barcelona o ano passado, ainda é capaz de se sacrificar em prol da equipa. Resumindo e concluindo, um colosso do futebol moderno.

31 golos em 36 jogos na premiership que o faz ser o melhor marcador da Europa, um feito inigualável para um extremo, 7 golos em 12 jogos na liga dos campeões que o faz ser o melhor jogador e marcador da mais prestigiada e exigente competição internacional de clubes. Querem mais? Nos últimos anos não me lembro de um jogador tão decisivo e eficaz como o nosso Cristiano.

È interessante ver o percurso de vida deste prodígio despontado em Alvalade e delapidado em Old trafford. A vida difícil que passou nos primeiros anos de vida, foram (e isto é especulação minha) o tónico para um jogador que em todas as alturas pensa em superar-se e a querer ir mais além. Os seus famosos “rockets”, os potentes livres que espantaram o mundo a época passada são fruto não só do seu inesgotável talento mas também do seu árduo trabalho. Este é um dos inúmeros exemplos de como Ronaldo não é só um miúdo mimado com grandes carros e que gosta exclusivamente em aparecer nas revistas cor-de-rosa, mas sim de um profissional de excelência que para além de executar exemplarmente o seu trabalho consegue ao mesmo tempo vender muito bem a sua imagem.

Este é um post de tributo portanto não vale a pena referir os seus defeitos como jogador, não é a altura certa para o fazer muito menos ficaria bem da minha parte.

25.9.08

O Derby de todas as as paixões

Sábado, por volta das 20h30m começa o stress, o nervosismo que nos roi por dentro, a loucura intensa de ganhar na casa do maior rival, o desejo de ver o jogo no meio de benfiquistas e no fim celebrar. Dizem os antigos que neste tipo de jogos ganha quem esta pior, marca o heroi improvavel. Nunca há favoritos!
Vamos lá deixar a paixão de parte, e passar ao jogo propriamente dito. O Sporting tem de entrar na Luz mandão a encostar o benfica as cordas. Não será facil, nem tanto pela equipa do Benfica, que ainda não me parece suficientemente automatizada para fazer face aos leões que no meio campo jogam de olhos fechados, mas mais pelo Inferno da Luz. Eu próprio já o presenciei, e digo que não deve ser nada facil jogar naquele Estádio cheio. É, de facto, um ambiente assustador para qualquer adversário. Estou convencido que o Benfica vai apresentar Katsoranis a central, Ruben Amorim no flanco direito e Nuno Gomes no apoio a Cardozo, deixando Aimar no banco. A opção de Quique é perfeitamente compreensivel, Aimar ainda não tem cabedal para um jogo desta intensidade e Nuno Gomes está numa aparente boa forma. No meio campo encarnado tudo na mesma: Carlos Martins e Yebda (que bela surpresa tem sido este francês). Do lado da equipa que me faz sofrer, há duas duvidas no meio campo e no ataque. Caso Izmailov nao recupere, quem o substitui? Em situações normais seria Vukcevic. Não o faria por duas razões. No plantel encarnado existem, actualmente, jogadores (apesar da má forma de alguns deles) que resolvem jogos de um momento para o outro, falo obviamente de Reyes, Aimar e Suazo, apesar de este estar indisponível. Vukcevic é optimo jogador a atacar e nas transições defesa/ataque, mas defende pouco ao contrario de Izmailov. Por outro lado, as declarações recente do montenegrino em nada ajudaram. Foram declarações escusadas e sem sentido. No ataque são três galos (Postiga, Djalo e Derlei) para somente dois poleiros. Confesso que neste aspecto são muitas as minhas duvidas. Se Djalo e Derlei são tipicos jogadores para funcionar perfeitamente como dupla num jogo destes, Postiga está em óptima forma e cheio de confiança. Confesso que jogaria de inicio com Djalo e Derlei e, caso a coisa se complique, lançaria Postiga as feras. Assim sendo, a minha equipa seria Patricio na baliza, depois Abel, Polga, Tonel e Caneira na defesa. No meio campo Veloso, Roca, Izmailov (caso recupere) e Moutinho, a número dez. O ataque ficaria entregue a Djalo e Derlei. Caso Izmailov não recupere a solução mais obvia seria Pipi Romagnoli para dez, deslocando Moutinho para interior-esquerdo e Roca a interior-direito.

24.9.08

Bigger Boys And Stolen Sweethearts

Arsene Wenger apresentou frente ao Sheffield United, num jogo a contar para a Carling Cup, um onze com uma média de 19 anos de idade. É impressionante. A maturidade e a fluidez de jogo dos miudos de Wenger é inacreditavel. Ao ver o jogo, nem dá para acreditar que estamos perante rapazes com idades entre os 16 (!) e os 21 anos. Há dois factores que fazem daquele onze um monumento ao futebol: a já referida maturidade, estupidamente invulgar para a idade, e a rebeldia, o sangue na guelra tão próprios de um teenager de qualquer parte do planeta. No meio de tanto talento há dois que brilham a um nivel altissimo: Carlos Vela e Aaron Ramsey. O primeiro é um avançado extraordinario, basta olhar para o segundo golo do seu hat-trick para se perceber que o jovem mexicano tem tudo o que um ponta de lança de nível mundial deve ter. O segundo é o digno herdeiro de Ryan Giggs como melhor jogador galês. É rápido, explosivo e com uma tecnica do outro mundo. Ainda bem existem treinadores como Wenger, homem capaz de aliar, como ninguem, rebeldia e responsabilidade.

22.9.08

BEM-VINDO GILARDINO...

Escrevo este post em honra dum grande matador que parece ter recuperado a super-forma a que nos habituou. Alberto Gilardino está numa nova fase da sua carreira e numa Fiorentina que sempre nos habituou a grandes avançados (Batigol, Mutu, Pazzini ou Nuno Gomes) conquistou com facilidade o seu espaço e afirma-se como o homem golo nesta fase inicial. É um avançado com versatilidade táctica, móvel mas que é bom na área, é alto (não sendo uma torre) mas a sua maior virtude no jogo de cabeça chama-se instinto, jogador de remate fácil e grande finalizador. Após a sua afirmãção no Parma, marcou em duas épocas 23 golos na série A, seguiu para Milão onde no AC conquistou tudo o que um jogador pode ambicionar (champions, supertaça europeia, mundial de Clubes e na selecção a Copa do Mundo). Porém, no Milan o seu percurso não foi o esperado, quem se lembra de Gilardino no Parma e na selecção sub 21 de Itália certamente concorda que o finalizador italiano tinha tudo para ir muito mais longe na equipa de Anceloti. Era um hino ao futebol e um prazer ver a capacidade finalizadora de Gilardino, como exemplo mais conhecido cito o golo contra ao Bolonha (?) de bicicleta numa fase fulcral do jogo dando a manutenção ao Parma. Ainda assim, tenho de fazer uma confissão e partilhar que (como adepto viola) duvidei da compra de Alberto Gilardino. Porquê? Pensei que o craque talvez não conseguisse recuperar de épocas menos conseguidas (e mesmo nestas facturou uma quantidade de golos invejáveis para muitos avançados), julguei que 15milhões talvez fosse demais para quem já tinha dado 8milhões pela promessa montenegrina Jovetic (mesmo sendo jogadores muito diferentes) e depois porque o plantel viola conta com um ataque que me parecia suficiente. Puro engano! Pura felicidade por esse engano também. O futebol agradece que Gilardino esteja de volta aos grandes momentos, a história do futebol agradece por se confirmar que o grande Arrigo Sacchi raramente se engana...os adversários choram pois com Gilardino de volta a palavra golo está sempre iminente!

O(s) Mestre(s) e o(s) Aprendiz(es)

Houve em tempos nas balizas de Coimbra uma estirpe de guarda-redes que a história não há-de esquecer pelo seu estilo gingão de defender. A bola bombeada era suavemente agarrada e depois protegida pelo guardião até este chegar ao chão, onde ficava de joelhos para que a bola, como um tesouro, não fosse parar aos pés dos adversários. O catedrático deste estilo, cultivado à beira do Mondego, parece que tem os dias contados na briosa dando o lugar à frieza e ao rigor dos guardiões do leste. Depois de Baia, Pedro Roma parecia o ultimo desta espécie em vias de extinção até que há umas semanas atrás reparei em…Paiva. O ar magricela, o cabelo longo e deslinhado e sobretudo soberbo naquela arte de esconder a bola quando agarrada. Este guardião é mais recente herdeiro da escola lusa de guarda-redes gingões, daqueles que da defesa brilhante juntam o frango monumental, Paiva, pela forma como defende as bolas, como as prende depois de agarrada é uma lição simples daquilo que o guarda-redes hoje (não) deve ser, não tanto o último homem, mas sim o primeiro…

A verdade é que João Eusébio já “roubou” quatro pontos aos grandes Benfica e Porto, depois da chacota que foi empatar em Vila do Conde o Porto caiu na asneira do Benfica e não conseguiu desfeitear esse senhor das redes que se chama Paiva. O timoneiro vila condesse, essa velha raposa do futebol português, está a mostrar que não é tolo nenhum e já lhe chamam o novo Zé Mota. O estilo “broeirão” de quem passou muitos anos a jogar na segunda divisão B esconde uma astúcia táctica só comparada com esse senhor que ainda hoje faz mossa no futebol português, afinal de contas o Leixões espetou dois no Braga que havia aviado (bela redundância) o artemedia por quatro a zero. Meus senhores a liga portuguesa está ai, metam-se os autocarros à frente da baliza, agitem-se as peixeiras, tirem-se os bonés do armário para usar nos flash-interview, inflame-se a opinião pública por cada penalty que não é assinalado e por cada golo em fora-de-jogo, porque para o circo do costume estar completo só falta mesmo o... Jaime Pacheco!

21.9.08

Karim Benzema

Juntamente com Samir Nasri e Franck Ribéry, Karim Benzema é hoje a grande coqueluche do futebol francês. Rapidez, técnica e um “instinct killer” digno de Batistuta são as qualidades que fazem do franco-argelino uma das maiores promessas do futebol mundial.

Diz-se pelos meandros do mundo futebolístico que o controverso presidente do OL, Jean-Michel Aulas, apenas estará disposto a deixar sair o seu menino de ouro por cinquenta milhões de euros. A verdade é que outros campeonatos e outros voos esperam este miúdo de 21 anos, que tem tudo para se tornar o mais prolífero avançado da Europa. Basta olhar para a sua breve carreira para constatar que estamos perante um fora-de-serie, um jogador fenomenal que do nada cria e concretiza um golo. Já neste blogue contei uma “estoria” sobre Benzema que caracteriza muitíssimo bem o seu espírito vencedor, neste post exclusivamente dedicado a ele cabe-me, como é óbvio, voltar a contar esse episódio que se passou na altura que o “petit” Benzema de apenas 17 anos, acabado de ser chamado pela primeira vez à equipa principal, responde às graçolas dos colegas mais velhos do Olympique com a simples frase: “Riam-se, riam-se...que eu estou aqui para vos tirar o lugar..."

A verdade, é que com apenas vinte e um anos Karim Benzema já espalhou o seu veneno e pôs em polvorosa todas as defesas tanto da liga francesa como da Champions League.

Já que falamos em wonder-kids...

Hoje é impossivel desassociar a palavra futebol com o nome Lionel Messi. Leo Messi faz coisas com uma bola nos pés que só uma pessoa nos ultimos trinta anos fez. Esse homem chama-se Diego Armando Maradona. Messi é a excepção que confirma a regra na famosa frase de Thomas Edison: talento é 1% inspiração e 99% transpiração. No menino argentino tudo é inspiração, é o futebol no seu estado mais puro, aquele que nos faz rir e desfrutar, o que desamarra qualquer táctica e que nos prende a um ecrã a pensar que um dia queremos fazer aquilo. Deviamos dar graças a Deus por ver este menino a jogar. Só ele nos dá a certeza que esse tal de Maradona afinal existiu mesmo...

PS: http://www.youtube.com/watch?v=tg9wmcOUXRw

17.9.08

Més que un Club

È quase um denominador comum a todos que gostam verdadeiramente de futebol ter clubes estrangeiros. È claro que nenhum de nós vibra tanto com o Real ou com o United como vibra quando o seu Benfica, Sporting, Porto ou Varzim jogam. Ser benfiquista, por exemplo, é ter inscrito E pluribus unium no seu código genético, ser benfiquista (e insisto nesta condição encarnada porque é a única que tenho conhecimento) está-nos incrustado na pele, é quase como uma inevitabilidade do destino. Ter uma equipa internacional, é uma escolha bem mais racional, que normalmente está alicerçada em argumentos futebolísticos.

Ontem quando o Sporting jogou em Camp Nou afirmei categoricamente que era do Barcelona desde pequenino, nada mais normal já que é o que usualmente ouvido da boca dos anti-benfiquistas (anti-portistas, anti-sportinguistas etc…) quando uma equipa portuguesa joga no estrangeiro. Todavia, quando disse que era do Barcelona, não poderia estar a ser mais genuíno, sou-o desde o momento que comecei a gostar de futebol. Lembro-me, com saudade, dos tempos do “Barça” de Robson onde alinhava Ronaldo, Luis Enrique, Hristo Stoichkov e o meu grande ídolo da altura Luís Figo. É sem vergonha que afirmo que sou do Barcelona só por causa de Figo, digo que é sem vergonha pois no dia que ele abandonou a Catalunha para se juntar ao rival de Madrid eu próprio teria sido uma das cem mil pessoas que o insultou veementemente no jogo do seu regresso ao mítico Camp Nou.

A verdade é que aprendi a gostar do Barça, e hoje vejo-o como a minha segunda equipa tendo mesmo torcido por ele em 2006 quando o Arsenal (outra equipa que adoro) jogou contra o Barcelona na final da Liga dos Campeões desse ano. Olhando para a história dos “culés”, equipa espanhola que encabeçou a luta anti-franquista tendo anos a fio perdido campeonatos por acção directa do “caudilho” conhecido adepto do arqui-rival Real Madrid, e sendo também uma das “armas” de afirmação da região mais desenvolvida de Espanha contra o centralismo operado pelos governos de Madrid, tenho ainda mais orgulho de "ser" dos "blaugurana". É verdade porém, que o F.C. Barcelona é um clube muito sectário, pois não admite que alguém em Barcelona seja contra o “barca” mas apesar de sectário não deixa de ser ao mesmo tempo o clube mais receptivo do mundo. O sectarismo do Barcelona não tem nada que ver com as rivalidades religioso-politicas-xenofobicas típicas de outros clubes europeus, a única condição para se ser aceite em Barcelona é amar o seu clube a cidade, o resto, é insignificante.

Outra característica que sempre marcou a diferença do Barcelona perante os demais clubes europeus, foi a ausência de patrocínios nas camisolas oficiais do clube. Só recentemente e por ter sido a UNICEF é que finalmente a excepção foi quebrada, abrindo um precedente deveras interessante que vem corroborar o brocado popular catalão que classifica o “Barça” como “mes que un club”.

15.9.08

Comunicado

Escrevo este post não desportivo apenas para dar por terminada uma discussão que durou mais do que devia e que tomou proporções escusadas. Considero-me uma pessoa razoável e justa e portanto pedir desculpa por tudo o que disse seria uma profunda hipocrisia portanto não é isso que sucederá. Creio que estive mal em certos comentários pois a maneira como me exprimi foi exagerada, houve juízos de valor que roçaram o insulto e não sendo esta a minha personalidade peço desculpa ao Germano em primeiro lugar e claro a todos os membros activos deste blog já que a troca de palavras que aconteceu nada tem haver com a nossa ideia inicial. Penso que devia ter tido mais calma. Óbvio que, na minha opinião, não fui o único responsável. No meu entender o Germano catalizou grande parte das minhas palavras com comentários descontextualizados, insultos directos e comentários com notória má fé em relação às minhas ideias. Como pessoa educada, responsável e adulta considero que a maneira como dei por terminada a conversa não se adequa a mim. Não basta dizer que não respondo mais após tão duras críticas. Como já disse, creio que o Germano poderia contribuir de maneira positiva para este blog, considerando que não o quis ou não conseguiu fazer pelo menos em relação aos meus textos tenho sincera pena pois o que todos queriamos criar era um blog participativo, sério mas não demais. Falo por mim ao dizer que não tenho nenhuma ambição no mundo do futebol, apenas observar e comentar. Era isso que este blog deveria trazer até nós, discussões de café (sérias, sem o facciosismo clubístico) no computador. Servindo isto para o Germano como para todos os outros, não volto a comentar qualquer comentário que considere "fora de tom", desproporcionado, de má fé ou afins... Recomendo que os comentários de anónimos sejam proibidos e espero que as precipitações retomem o rumo normal.

O meu "Puto-Maravilha"

Tal como os meus companheiros de blog decidi escrever sobre um jogador que me enche as medidas, e John é aquele que de facto me vem de imediato a memoria.

21 anos, cultura táctica, remate invejável e uma capacidade física fora do normal fazem deste diamante africano um jogador de eleição. Longe das épocas de ouro do futebol nigeriano, onde ano apos ano eram lançados jogadores mundialmente conhecidos (Taribo West, Emmanuel Amunike, George Finidi ou Rashidi Yekini) , Obi Mikel surge em grande no mundial de sub-17 representando e liderando as Super Águias.

Nascido a 22 de Abril de 1987, em Jos, Nigéria, começou por dar nas vistas num clube local, o Plateau United. Com 15 anos, Obi era já membro da equipa sénior. Mikel ingressa então no Ajax Cape Town, homónimo sul-africano do famoso clube holandês. No entanto, não durou muito no país dos Springbooks . É este o salto decisivo na carreira do nigeriano, onde realiza o sonho de todo e qualquer jogador de “terceiro mundo” : a chegada à Europa.

O primeiro contacto Europeu da-se com o poderoso Chelsea de Mourinho onde prestou provas no Verão de 2004. No entanto, e meses depois, Obi vai para um desconhecido Lyn Oslo, Noruega. No país de outro John (Carew) encontra um futebol mais físico e exigente a nível táctico, e é com essas características que recua um pouco no terreno e volta a atrair atenções por parte dos Tubarões do Futebol Mundial.

É então em 2005 que o Manchester chega a acordo com o Lyn e paga 4 milhões de libras pela jovem promessa, anunciando um acordo verbal com o jogador. É ai que surge o Chelsea de novo na vida de Obi, e alega ter sido responsável pela vinda do jogador para Europa e reclama assim o direito de opção sobre o jogador. Manchester antecipa a polémica e apresenta John Obi Mikel com a camisola 21 dos reds. Eis se não quando, e durante uma final da taça da Noruega, Mikel desaparece das bancadas e voa para Londres onde assina um pré-acordo com os blues e onde afirma que foi obrigado a assinar pelo o clube rival. Queixas bilaterais acabaram com o seguinte veredicto: John Obi Mikel torna-se jogador do Chelsea com direito a compensação de 24 milhões de euros ao Mancheste United.

É no meio deste turbilhão que Mikel disputa o mundial de sub-20 e conduz as Super Águias à final do mundial onde apenas sucumbe perante a Argentina.

Dia 12 de Setembro de 2005, é o dia da estreia pelo Chelsea e logo na Champions league frente ao Levski Sofia, onde participa numa jogada que acaba em golo. Um estilo de vida boémio e uma temperamento algo agressivo dificultaram a adaptação, expulsões e picardias com Mourinho atrasaram a explosão do craque que apesar disso realizou duas boas épocas. Na última época e por causa de problemas de visão esteve afastado da fase final da época ( e que falta fez).

Começou esta época como pivot defensivo daquele que talvez é o melhor meio-campo do Mundo. Faço votos para que o seu temperamento não o impeça de ter uma carreira ao nível de Kun, Fabregas ou Ronaldo.

Nome: John Michael Nchekwube Obinna (John Obi Mikel). Data de Nascimento: 22 de Abril de 1987 (21 anos). Posição: Médio-centro. Altura: 1,91. Peso: 85kg. Clube: Chelsea FC.

O principe do Emirates

Como o caríssimo JVB escreveu, e bem, “Kun” Aguero é sem duvida alguma um dos mais promissores jovens em ascensão do futebol mundial, porém o meu “wonderkid” favorito não é homem de grandes fintas, nem de muitos golos mas é senhor de uma classe fora do comum, qualidades que vão muito além da sua pequena idade. Se os menos atentos ainda não perceberam de quem estou a falar, é fácil, basta pensarem no menino que enverga o 4 do Arsenal e lembrem-se de todo o bom futebol que sai dos pés do rapaz.

Com 16 anos o Arsenal não se coibiu de pagar por Francesc Fabregas uma pequena fortuna para o resgatar de Barcelona. Logo nessa época (2003/2004), Arsene Wenger não teve qualquer problema em lança-lo as “feras” e tornou-se o jogador mais jovem de sempre a envergar a camisola dos “gunners”. Na época seguinte, o jovem “Cesc” (muito por culpa das lesões dos habituais titulares) conseguiu o lugar no miolo dos londrinos tornando-se rapidamente uma referência da equipa. O caminho ascendente deste prodígio não fica por aqui e um ano depois, já sem Vieira mas com Henry, Ljunberg e companhia foi o motor da brilhante campanha inglesa na época 2005/2006 que culminou na derrota na final contra o super-barça de Rijakaard. Olhando para a carreira recheada de sucesso de Cesc (já foi campeão inglês, já venceu a F.A. Cup e o Campeonato da Europa), pensando que tem apenas 21 anos e que desde os 18 é titular indiscutível na equipa que na Europa melhor futebol joga, e que é ele, o jovem capitão que é a grande maquina desse fantástico meio-campo só posso acreditar que este pequeno tributo é completamente insignificante quando comparado com a sua qualidade futebolística.

Mais do que uma promessa, Fabregas é hoje já uma certeza. Não vale a pena estar aqui com grandes conversas sobre o seu futebol, da maneira como espalha o perfume do seu jogo pelos relvados da “Old Albion”, elogia-lo à boa maneira “Freitas Lobiana”. Não. Para apreciar o jogo de Cesc, basta ligar a televisão ou youtube e esperar que o menino faça a sua magia.

Aqui ficam as estatiscas da carreira de Fabregas (dados retirados da Wikipedia)

Club Season League Cup[63] Europe Total
Apps Goals Assists Apps Goals Assists Apps Goals Assists Apps Goals Assists
Arsenal 2003–04 0 0 0 3 1 0 0 0 0 3 1 0
2004–05 33 2 4 8 0 0 5 1 0 46 3 4
2005–06 35 3 5 2 1 0 13 1 0 50 5 5
2006–07 38 2 13 6 0 2 10 2 1 54 4 16
2007–08 32 7 20 3 0 1 10 6 3 45 13 24
2008–09 2 0 0 0 0 0 1 0 0 3 0 0
Career totals 140 14 43 22 2 3 39 10 4 201 26 49

14.9.08

SERGIO "KUN" AGUERO

Há tanto para dizer sobre este menino que com apenas 20 anos, já se começa a afirmar como um dos mais interessantes jogadores da actualidade sendo inclusivamente a estrela do Atl. Madrid. Aguero, ou como lhe chamam, Kun Aguero bateu já alguns recordes (transferência mais cara do futebol argentino, estreia com apenas 15 anos etc) ganhou já alguns prémios (Campeão mundial Sub-20, melhor marcador e melhor jogador mundial sub-20, ouro olímpico) mas o seu melhor cartão de visita continua a ser o seu futebol repleto de técnica e classe. Comecei a ver Kun a jogar no já falado mundial sub-20, afirmou-se como estrela da equipa, marcou 6 golos em 7 jogos sendo que um deles deu o título contra a Nigéria. No Atl.Madrid ainda formou dupla com Torres mas foi após a saída deste que a ascensão em Espanha começou. A época passada foi um sonho para Aguero, vários golos, grandes exibições (quem quiser rever o jogo contra o Barça no Vicente Calderon aconselho vivamente) e o objectivo de jogar este ano na Champions conseguido. Entretanto, e com o ouro olímpico conseguido começa a afirmar-se nos A's argentinos onde recentemente contra o Paraguai deu o empate à equipa da pampas. Aguero é um jogador baixo (1,72) mas compensa esta baixa estatura com uma capacidade técnica invejável e uma grande capacidade de finalização. A sua finta curta é a imagem de marca. Faz lembrar Romário, pela estatura, pela maneira como remata. Pode aspirar a uma carreira de topo e tudo leva a crer que o conseguirá. Marca golos de todas as formas, meia distância, a driblar meia equipa, em jeito, em força, enfim...um génio em ascensão. Consta que este ano rejeitou mudar-se para o Chelsea. Fez bem. O Atl. Madrid é uma equipa que lhe permite crescer como jogador, o futebol espanhol também me parece mais adequado a Aguero. Ao contrário de Torres, Aguero aguenta a pressão de ser a estrela do AM. Freitas Lobo escreveu que Torres em Liverpool ganhou com o facto de não ter de aguentar toda a pressão a que era sujeito em Madrid. Concordo. Aguero tem muito melhores jogadores a suportar o seu jogo do que tinha Torres e creio que este ano os colchoneros poderão intrometer-se na luta pelo título. Por todo o bom futebol que este jovem mago nos proporciona, todos os golos, todos aqueles centros milimétricos, toda magia espero pelo futuro para o ver lutar pela bola de ouro juntamente com Messi e Ronaldo! Com Valdano podemos dizer que sendo Aguero casado com a filha de Maradona que comece a corrida entre os empresários para garantir o neto de El Pibe e o filho de El Kun.

8.9.08

Uma referência, este homem!

Não é muito rápido mas consegue acompanhar todas as jogadas, não é um fantasista mas consegue por um estádio de pé com um passe de 30 metros, apesar de não avançado marca golos com facilidade, fisicamente é alto, esguio e até um pouco desengonçado, fugindo portanto ao ideal atlético de um criativo. Tacticamente é perfeito, sabe pautar o jogo como ninguém, encontrando espaços que mais nenhum jogador vê. Há primeira impressão nem é daqueles jogadores que dá muito nas vistas com grandes fintas, remates ou correrias, todavia é o “motor” que faz rodar a sua equipa pois é fundamental em todos os processos; quer na transição defesa-ataque, quer em operações defensivas ele é a referência, o pêndulo que comanda o fio de jogo do seu clube. È hoje, para mim, o melhor e mais completo jogador da liga. Meus senhores, peço a vossa ovação pois vai entrar em campo…Lucho Gonzalez.

6.9.08

Sub"rendimento"-21 em Wembley

Depois de uma fraca exibição frente a uma também fraca Czech, depois de ouvir responsáveis falarem em caracter para a deslocação a Wembley e principalmente depois de saber o talento inquestionável dos convocados, aguardava o confronto com a congenere inglesa com alguma ansiedade. Pois bem, chegada a hora da partida sentei-me no sofá e depressa comecei a perceber que a minha expectativa não ia ser traduzida num bom resultado. Apesar de termos tido uma primeira parte menos ma e se calhar ate superior a dos pupilos de Stuart Pierce a verdade é que não passou de mais uma visita de estudo para umas crianças com penteados bonitos liderada por um treinador pouco capacitado para a activade (característica recorrente para o cargo). Começando pelo guarda-redes percebo que a escolha recaia em Rui Patrício, pois o nosso melhor de seu nome Ricardo Baptista não passa da terceira escolha do clube onde o inseguro Patrício actua. Depois, e por muito que aprecie Pereirinha deixar João Pereira no banco quando o objectivo é ganhar o jogo e atacar, parece-me a mim que é falta de trabalho de casa. Pereirinha fazia falta onde ele realmente faz a diferença, curiosamente na sua posição natural, mas para Caçador o segredo esta em complicar ou não aparecesse ao lado de Nuno André Coelho, cuja percentagem de passes certos não deve ter passado dos 50%, um Vasco Fernandes (incompetente polivalente português) que tinha como principal missão marcar uma das estrelas inglesas(Angbonlahor) que tem na velocidade a sua principal arma(quantas vezes Vasco Fernandes acompanhou o avançado do Aston Villa? 0). Uns metros a frente surge o meio-campo “maravilha” sem Pele mas composto por Miguel Veloso, Manuel Fernandes(cap) e Paulo Machado, “maravilha” ou não a verdade é que Veloso não cumpriu, Fernandes esforçado mas desafinado e por fim um Paulo Machado de bom nível ate cometer penalty que mata as escassas hipóteses lusas, não se recompôs e Rui Caçador só se apercebeu quando já não havia capacidade para pegar naquele meio-campo. Na frente apareceram os individualistas Bruno Gama, Vieirinha e Vaz Te que apesar de corajosos, nome que gostamos de dar aos inconsequentes alas portugueses. Pois bem...a Inglaterra teve mérito claro, pois Hart, Agbonlahor, Muanba e Noble mostraram ser bons jogadores mas não se aceita o fracasso. Ainda colocamos Candeias que entrou bem no jogo, Stelvio que era o peso que o meio-campo precisava desde o inicio e João Moreira que mostrou ser menos tenro que Vaz Te, mas não deu para suster as constantes arrancadas inglesas, fazendo lembrar uma das grandes imagens dos JO quando Usain Bolt arrasou a concorrência. 2-0 foi o resultado final e citando Stuart Pierce “Podíamos ter ganho por 4 ou 5”. Como português e teórico da bola tenho o dever de exigir mais da próxima geração e não esperar constantemente que venha o “salvador” Postiga com um golo com a mão. Chega de vedetismos, Chega de falta de organização e Chega de imaturidade. Que os A's façam o seu trabalho e continuem a puxar o nome deste pequeno pais para cima, porque entretanto e enquanto se lê este post Veloso e companhia estão de calculadora na mão.

5.9.08

O dinheiro do país do ouro negro

Desde 2003, quando o multi-milionário Russo Roman Abramovich comprou o Chelsea a Ken Bates por 140 Milhões de libras, que sabemos que os “petro-dolares” haviam invadido o mundo do futebol. As velhas oligarquias de industriais ingleses, como Bates, perderam o poder financeiro para manter um clube de futebol e homens com o passado sinistro e muitos milhões nas carteiras passaram a ser figura central da “Premiership”. Cinco anos volvidos, um homem, ainda mais sinistro que o velho Roman e com uma fortuna que faz parecer o Américo Amorim um pelintra adquiriu o Manchester City por 250 milhões de Euros tendo no mesmo dia comprado Robinho ao Real Madrid. Até aqui nada de novo, mais um dos novos oligarcas que quer estoirar um pouco do seu dinheiro proveniente de negócios imobiliários ou do petróleo num clube de futebol. O problema que este Sulaiman Al-Fahim quis alterar toda a lógica do mercado e decidiu declarar publicamente o interesse em contratar Cristiano Ronaldo por 170, cento e setenta, milhões de euros. Não sendo suficiente contar com o astro madeirense e com Robinho, o bilionário do Dubai, a face visível do Abu Dahib United Group um fundo de investimento saudita que está a patrocinar os “citizens”, parece que ainda quer comprar metade das estrelas mundiais. Consta que até Dezembro há 700 milhões de euros para gastar em transferências, o que se confirmar vai tornar Florentino Peres e a sua equipa galáctica numa verdadeira anedota./div>
Para não falar da total imoralidade que é gastar 75 milhões num jogador de futebol (recorde actual de transferências) pense-se na verdadeira patetice que é esta proposta por Ronaldo. Parece que o futebol que se capitalizou para conseguir melhores resultados: as transferências milionárias sucederam-se, os contratos de publicidade eram assinados por muitos milhões, os “tubarões” europeus possuíam a hegemonia da mais importante competição de clubes do mundo, até que o capitalismo fez das suas e tornou o futebol num show-buisness totalmente descontrolado. Se isto não for o maior “bluff” do mundo desportivo, estamos infelizmente a assistir ao fim de um modelo de subsistência das equipas, será a vitória dos “petro-dolares” e do capitalismo selvagem sobre o futebol e o desporto em geral, dirão os mais radicais. A verdade é que este mundo do Abu Dahib United Group extravasa a própria lógica capitalista, de procura de lucro e de alimentação de ciclos produtivos através de investimento e consumo, passando a perdurar apenas o valor do dinheiro e da pura ostentação não interessando minimamente a origem e o porquê da existência desse dinheiro. O capitalismo pressupõe o investimento como meio para a criação de riqueza, ora com este tipo de injecção de capitais torna-se inviável qualquer tipo de retorno financeiro num clube de futebol, o luxo e o hedonismo venceu sobre o futebol e sobretudo sobre o próprio capitalismo. Adam Smith, David Ricardo e companhia ficariam aterrados se assistissem a este triste espectáculo./div>
Se era publicidade que este grupo precisava, é um golpe de génio ventilar tanta notícia estapafúrdia, todos nós sabemos da importância social do futebol e não há meio melhor para se tornar conhecido na Europa Ocidental do que dizer que se quer ter o Káká, o Messi e o Ronaldo na mesma equipa. Mas se a intenção deste sinistro homem é perdurar o seu nome pela história, não seria melhor investir tanto milhão em algo bem mais produtivo que o futebol?
P.s Não deveriam Platini e Blatter, caso estes rumores se confirmem, actuar?

4.9.08

O MEU FUTEBOL

É comum nas conversas de café falar-se de qual a nossa liga preferida. Comum é também a resposta: Premiership, ou então, La Liga. Compreende-se, na primeira o kick and run, a agressividade, a lealdade (que nas últimas épocas já não é tão notória), a força e claro, Ronaldo, Fabregas, Torres, Gerrard...! É sem dúvida a liga mais competitiva, com mais exposição mediática e a que também soube aproveitar melhor o negócio futebol. A segunda apresenta um recorte técnico invejável, tem várias equipas semelhantes, tem constantemente equipas emergentes (Villareal, Getafe, o sobe e desce de Valência, Sevilha etc...) e tem Barcelona e Real Madrid que sempre que se encontram a Europa pára. Quanto a jogadores os nomes são imensos como em Inglaterra, porém estão espalhados por todas as equipas. Vejamos os homens-golo: na minha opinião os melhores sao Villa e Aguero (este, actualmente, é o jogador do mundo que mais me cativa) e estão em equipas do meio da europa. O que quero realçar nesta competição é a qualidade individual de cada plantel, cada jogo fora é uma batalha, cada jogo em casa é imprevisível, cada jornada traz no mínimo dois grandes jogos e a luta é sempre acesa em qualquer ponto da tabela. Porém, o meu futebol, o que me faz ficar quase todos os domingos à hora de almoço no sofá é o Italiano. Já foi a liga mais poderosa do mundo, perdeu essa hegemonia, caiu num buraco financeiro sem fundo, perdeu-se nas teias da justiça mas dá mostras de estar a voltar. No calcio não há um único jogo ganho antes do árbitro apitar e os jogadores tomarem banho. Exemplo recente: Milan-Bolonha. O monstro europeu ataca, Ronaldinho espalha a sua renovada magia, Pato entra e pensa-se que o Milan iria conseguir...o jogo estava 1-1 com a equipa forasteira a marcar primeiro...do nada sai um tiro do meio da rua e 1-2! A equipa recém promovida ganha o jogo. A cultura táctica de cada equipa em Itália é um hino ao futebol. Do jogador mais novo ao treinador mais velho todos são "velhas raposas", parece que desde pequenos começam a beber do saber de Trapatoni e de Arrigo Sacchi. Um case study é Luciano Spaleti. A equipa romana aprendeu a ser o já citado "camaleão táctico" controlando os tempos de jogo, sabendo atacar e defender e principalmente fazer as transições entre estes dois momentos de forma brilhante. Depois, há planteis interessantes. Fiorentina, Udinese, a perigosa Samp. onde o 3:5:2 assusta tal a maneira brilhante como é interpretado. Na equipa de Florença cada jogador ocupa um espaço insubstituíel no modelo de jogo. Prandelli de facto ressuscitou este histórico. Juntando a tudo isto a Juve, o Milan e o Inter de Mourinho temos uma liga onde as palavras escasseiam para a poder definir em todo o seu potencial. Este ano com Mourinho o Calcio ganha novo interesse:ver como o special one irá sair-se na liga mais táctica do mundo. A minha análise leva-me a crer que Mourinho irá ter imensas dificuldades, até pelo legado interno que Mancini deixou. Já sabem, 14h de domingo, a táctica no pequeno ecrã!

3.9.08

Notas Soltas

È sem duvida diferente a forma como Queiroz lida com o seu cargo de seleccionador relativamente ao seu antecessor. A primeira prova, de como um bom trabalho poderá vir a ser realizado pelo professor aconteceu já esta ultima sexta-feira com a grande exibição de um proscrito de Scolari que nunca se deu ao trabalho para observar um jogador que em Portugal não deu nas vistas mas que na capitalista Russia de Putin e Medvedev brilha tão incessantemente como as principais estrelas do gigante do leste./div>
A “geração scolari” ou “família Scolari” como os nossos brilhantes jornalistas tanto gostavam de apelidar, foi desfeita principalmente com a saída do filho protegido Ricardo. Com a defesa intransigente de um jogador que não tinha condições nem técnicas e muito menos psicológicas para ser o principal guardião da nossa selecção, Ricardo acabou por ser a principal vítima da teimosia do Brasileiro. Afirmo que é a principal vitima porque a credibilidade do guardião do Montijo é hoje quase nula no nosso país, e para história não ficarão as penalidades defendidas contra a Inglaterra em 2006 nem o Guarda-Redes que foi o esteio de um Boavista campeão, perdurará a imagem de um jogador amargurado e perseguido pela opinião pública, tristemente celebrizado por uma saída desastrosa que nos custou umas meias-finais de um europeu. É pena, mesmo não sendo um admirador de Ricardo, penso que merecia melhor sorte./div>
Pedro Mendes. Recordem este nome. Campeão Europeu pelo futebol clube do Porto em 2004, partiu para Inglaterra à procura do protagonismo que na sua pátria nunca encontrou. Lesões e problemas com um treinador impediram-no de se afirmar completamente em terras de sua majestade. 3.8 milhões de euros pagos ao seu antigo clube foi o suficiente para convencer Harry Redknapp a liberta-lo para o Rangers, na Escócia terá a oportunidade única de jogar o mais louco e sectário derbie da Europa ocidental: “a old Firm”. De um lado a minoria católica do Celtic do outro a fúria azul dos protestantes, o Rangers. Duas equipas, a mesma cidade, duas facções religiosas diferentes, uma mistura alucinante de sentimentos dentro de um estádio abarrotar de uma massa elouquecida por cada passe que rola no relvado. /div>
Correu bem a Pedro Mendes a sua primeira “old Firm” o rangers venceu 4-2 e o internacional português marcou um golo, e que golo, tornando-se a grande atracção dos protestantes. Para quem a semana não correu bem foi para os crónicos candidatos de Espanha e Itália. Porquê? Nenhum deles venceu. Barcelona, Real Madrid e Milão perderam os seus jogos e Inter, Juventus e Roma não foram além de um empate contra Sampdória, Fiorentina e Nápoles respectivamente. Para contrastar esta onda de maus resultados o Atlético “espetou” quatro e segue isolado na frente de “La Liga”. Se em Espanha penso que será uma luta a dois, que poderá ser a cinco se Villareal, Valencia e Atlético conseguirem confirmar o potencial com que contam nas suas fileiras, em Itália o tónico principal será observar até que ponto o renovado Milão, a renascida Juventus, e a sólida Roma de Spalleti conseguirão beliscar a hegemonia do Inter. A verdade é que a nível interno Mancini portou-se sempre bem e só os insucessos internacionais puderam afastar o antigo avançado da Lázio do comando da equipa Milanesa, Mourinho que agora conta com o “mustang” Ricardo Quaresma terá o principal desafio de vencer a tão almejada Liga dos Campeões Europeus. /div>
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A bola já rola por toda a Europa e os teóricos estão atentos…

31.8.08

Preview

Sentado numa esplanada à beira-mar escrevo com a missão de resumir em poucas palavras a denominada “silly season” futebolística ordinariamente apelidada por “pré-época”. Durante os meses de Julho e Agosto somos bombardeados diariamente com noticias infundadas que, principalmente se formos do Benfica, nos põe a sonhar com o “dream team parte VII”. Para os lados da Luz este ano, apesar do festival ter tido alguns contornos semelhantes, não houve o inesperado e desesperante “volte-face” para o encerramento das contratações de Pablo Aimar e José António Reyes como aconteceu num passado bem recente. Olhando para cada grande de forma macroscópica e tendo em conta o que se passou nos últimos três anos penso que seria ingénuo para qualquer teórico que se preze não dar favoritismo ao futebol clube do Porto. Apesar da incógnita chamada Quaresma e da não substituição (até ver) de Paulo Assunção o tri-campeão reúne a meu ver uma maior dose de favoritismo relativamente aos grandes da segunda circular. Rodriguez é sem dúvida uma mais-valia, e se a isto juntar-mos a classe de Lucho, o esforço de Meireles, a raça de Lisandro e a técnica refinadíssima de Ricardo Quaresma podemos considerar que os portistas têm argumentos válidos para enfrentar a concorrência. A minha grande dúvida nesta equipa do Porto, e considerando que Quaresma não sairá para o Inter de Milão, chama-se Freddy Guarin. Não faço a mínima ideia como é que o colombiano se encaixa no sistema táctico de Jesualdo, nem se estará preparado para executar as funções que Assunção tão bem fazia. O Sporting parece que aprendeu com alguns erros do passado e passou a comprar menos por mais, e sobretudo melhor; um meio-campo que conta com Rochemback, Moutinho, Izmailov, Vukcevic e Romanogli, um ataque com Liedson e o surpreendente Djaló e uma defesa robusta com a manutenção de Polga e o regresso de Caneira faz com que Paulo Bento inicie a temporada com leque muitíssimo mais alargado de jogadores do que aquele que tinha há um ano atrás. Os testes até agora têm sido positivos, a vitória na super-taça aumentou os níveis de confiança do “leão” que tem boas hipóteses de repetir o êxito de 2002. O Benfica foi quem mais se reforçou. Era de esperar. “Depois da tempestade vem a bonança”, este brocado popular sempre foi muito útil e significativo para todos os benfiquistas, sobretudo no final de mais uma época frustrante, e dado que a ultima a nível de frustrações conseguiu bater aos pontos o pessimismo americano durante a grande depressão é normal que como benfiquista me sinta inspirado por tão bonitas palavras. Saiu Petit, saiu Rui Costa, saiu Rodriguez que foram jogadores importantes para o clube e portanto que merecem substituição adequada, creio que as contratações do Benfica foram boas. Reyes, Aimar, Carlos Martins, Suazo são nomes reconhecidos pela maioria e se são sem duvida nomes sonantes, só falta saber qual o rendimento que Quique Sanchez Flores conseguirá retirar deles. Falando sobre o evento desportivo que se realizou em Agosto tenho que a dizer que a China apesar de todos os atropelos aos direitos básicos do homem, começando pela situação tibetana acabando na sonegação de informação de que todos os jornalistas se queixaram, organizaram magistralmente estes jogos cuja a estrela maior foi sem duvida nenhuma o norte-americano Michael Phelps. Oito medalhas e outros tantos recordes do mundo foram uma marca simplesmente genial do “tubarão de Baltimore”. Individualmente é imperioso destacar também Usain Bolt, dada a tremenda facilidade com que Jamaicano pulverizou a concorrência dançando sempre ao ritmo de Bob Marley. O torneio Olímpico de futebol teve como vencedor a Argentina que passeou classe pela China. Messi, Riquelme, Aguero, e companhia deram poucas hipóteses aos adversários tendo mesmo despachado o arqui-rival Brasil por 3-0. Fica aqui o meu testemunho sumário sobre o mês de Agosto, post este que deveria ter sido publicado há pelo menos duas semanas atrás mas devido a dificuldades logísticas foi-me totalmente impossível de publicar. Os campeonatos estão aí, em breve começarão as precipitações virtuais.

28.8.08

JÁ TEMOS GRUPOS!

Pode-se dizer que a Champions começou! A melhor competição de clubes começou a estruturar-se com o sorteio e com a nomeação dos melhores jogadores para cada zona do campo. Assim, e com quase total domínio do finalista londrino, Cech arrecadou o prémio de melhor GR; Terry o de melhor defesa; Lampard foi considerado o melhor médio; e Ronaldo como era esperado, ganhou o prémio de melhor avançado. No entanto, o mais importante era o de melhor jogador europeu e neste prémio foi Ronaldo que juntou o seu segundo prémio da tarde. Parece-me um dado importante,já que permite concluir que este é um sinal que o Português pode, efectivamente, ganhar o prémio de melhor jogador do mundo que tanto fez por merecer. A cada prémio surgia um clube para cada grupo e no final o sorteio ditou o seguinte: GRUPO A-Chelsea, Roma, Bordéus e Cluj; GRUPO B-Inter, Bremen, Panatinaikos e Anorthosis; GRUPO C-Barcelona, SPORTING, Basileia e Shaktar; GRUPO D-Liverpool, PSV, Marselha e Atlético Madrid; GRUPO E-Man.Utd, Villareal, Celtic e Aalborg; GRUPO F-Lyon, Bayern, Steaua e Fiorentina; GRUPO G-Arsenal, FC PORTO, Fenerbache e Kiev; GRUPO H-R.Madrid, Juventus, Zenit e Bate. Faço agora uma breve análise de cada grupo. No grupo A não há muito a dizer pois parece-me que a ordem como irá começar será também como acabará. Claramente Chelsea e Roma são do topo da Europa, Bordéus do nível médio e o estreante Cluj do fundo. No Grupo B, acredito que o Inter de Mourinho não terá problemas havendo possivelmente uma luta entre os gregos e os alemães. Creio que tudo depende do que o Pana conseguir fazer em sua casa. No grupo E mais uma vez o gigante europeu deverá conseguir um apuramento em primeiro sendo que temos de esperar para ver se o Celtic consegue os 9 pontos do costume, algo mais ou algo menos para perceber se o Villareal confirma o favoritismo teórico. No grupo F...tudo invertido! O Steaua creio que ficará de fora havendo luta super tensa entre Lyon, Bayern e Fiorentina. Confesso que apostaria numa passagem de Fiorentina e Bayern mas estão todos (quase) ao mesmo nível. No grupo H curiosidade para ver o Zenit e qual a interferência que terá o "Fuso horário de forma" a que as equipas Russas estão sujeitas. O Bate está condenado ao quarto lugar enquanto o Real Madrid estará certamente no primeiro ou quanto muito no segundo. Acredito que a Velha Senhora confirmará o seu favoritismo mas o Zenit terá sempre uma palavra a dizer. Deixo para o fim os dois grupos das equipas Portuguesas. O grupo C foi favorável ao SCP. O gigante Barcelona evitou o eventual Atl.Madrid no pote 4 e gigante por gigante só mesmo o Lyon poderia interessar (estando como é óbvio muito à frente das euipas Portuguesas actualmente). Quanto ao pote 3...sorte grande!! Calhou a melhor equipa que poderia ter saído. Porquê? Porque se evita deslocações cansativas para leste, porque o SCP tem melhor qualidade individual, porque o ano passado cilindrou esta equipa et cetera...Já no pote 4 o Shaktar não é o adversário ideal mas também parece-me que em casa é possível compensar um eventual desaire na Ucrânia. Quanto ao FCP a sorte foi madrasta. Começou bem. De facto, Arsenal era a segunda equipa desejada. Porém, Fenerbache e Dinamo Kiev complicam as deslocações. Creio que o Dinamo será eliminado mas o Fenerbache entrará na luta pois o plantel ainda está mais forte e conta com o actual campeão da europa a orientar a equipa. É preciso acreditar que o FCP irá provar mais uma vez ser uma equipa já com muita rodagem nesta competição. Assim, resta desejar boa sorte às equipas Portuguesas, acreditar que ambas vâo passar e esperar por uma boa participação do qualificado Braga na Uefa. Esta é uma boa oportunidade de termos duas equipas nos oitavos, de ganharmos pontos na Uefa de maneira a recuperar a posição perdida!

Começou a Liga...

Começou a liga...Hora de análise, hora de primeiras e precipitadas ímpressões. O arranque foi dado por um empate entre Vitórias que segundo rezam as crónicas, foi injusto para o de Guimarães que dominou e merecia outra sorte. Já no sábado, entrou em cena o primeiro candidato ao título(SCP). De facto, este estatuto fez-se notar perante um inexperiente Trofense que apesar de se ter reforçado com caras conhecidas não conseguiu aguentar o ímpeto inicial dos "leões" tendo perdido o jogo logo à meia hora. Duas notas sobre este jogo. A primeira para confirmar o bom momento do SCP e de Yannick. Este jogador está a provar a evolução rápida que começara no ano passado. Confesso que nunca me convencera. Tinha velocidade e explosão mas faltava-lhe finalização, remate, posicionamento e creio que também menos pressão. Este ano pode ser o da sua afirmação e era bom para ele, para o SCP e para a selecção que tanto necessita dum homem-golo (sendo que Yannick sozinho na frente não me parece a melhor solucção para todas as partes). A segunda nota vai para a tendência de equipas que sobem e que descem trocarem de plantéis. Sei que este ano até nem é o melhor exemplo mas também as vicissitudes da época anterior ajudam a mudar a têndencia. Com isto quero dizer que, a Liga Vitalis tem jogadores que merecem uma oportunidade, que não devia haver medo de clubes assumir o risco de trazer jogadores "eternizados" na Liga Vitalis. O mesmo se aplica a treinadores (talvez até mais). É recorrente os chamados "treinadores especialistas em subidas". Ora, se consegue subir um clube numa liga como a Vitalis onde existem 8 equipas capazes de subir, não será capaz de fazer um trabalho consequente na Liga (agora Sagres) com mais investimento? Posto isto, vamos a domingo onde o Campeão se iria mostrar contra um Belenenses que suscitava também curiosidade. O FCP à semelhança do SCP marcou cedo e controlou bem o jogo não jogando por isso bem. Mariano marcou o primeiro golo dos tri-campeões, assinou rasgos que mostram que à semelhança de Yannick este pode ser o seu ano de dragão ao peito. Saiu lesionado por uma bomba de Hulk que involuntariamente o atingiu. Pode-se dizer que nem só o Belenenses sofreu com o remate do brasileiro. Momento do jogo, 4 palavras: Hulk, Bola, Tiraço!!, ângulo...obviamente uma quinta e sexta palavra surgem na boca de todos os amantes do futebol: "GANDA" GOLO! Por fim faltava o SLB, a equipa que mais curiosidade suscitava. Porquê? Ainda não tinha jogado "a sério", foi a que mais reforços contratou, novo treinador e também o teste mais difícil. Parece-me que esta equipa ainda tem muito para crescer já que ainda não jogou muito bem, mas também porque a equipa tem potencial (mais ofensivo do que defensivo). Parece-me também que certos jogadores não encaixam num 442 como o que se está a desenhar. Caso gritante é o de Aimar que na frente com Cardozo perde oporunidade de conduzir a bola, de fazer o último passe, de ser o velho Pablo. Caso oposto é o de Carlos Martins que jogou muito enquanto pôde, que sabe o que fazer, que transpira confiança e que pode fazer uma boa época. Porém, defensivamente esta equipa do SLB tem problemas, o lado direito não existe, os centrais sâo Luisão (jogador que cada ve convence menos) e uma adaptação de Katsoranis (como um comentador disse "grande médio mas médio defesa central").Saiu de Vila do Conde com um empate a uma bola que se aceita. Vamos ver o que nos traz o SLB para o clássico desta semana. Concluindo, apenas falar do Braga de Jesus (treinador que muito aprecio) que com um grande plantel promete ser o Guimarães do ano passado. Para já, 0-2 em Paços que confirma que o Paços em principio terá época difícil. O Estrela também começou bem com 1-0 à Briosa. Vamos ver o que nos dá esta equipa de Lito (que acredito que seja bom treinador dado os seus anteriores bons trabalhos) que conta com Celsinho e Varela na frente e com o velho internacional Vidigal. Quanto à AAC creio que tem tudo para se manter na Liga sem sobressaltos assim os resultados comecem a aparecer cedo. O Nacional conseguiu uma vitória fora no campo do Leixões confirmando também que o Leixões de Zé Mota terá uma longa época. O último jogo que cito é a vitória da Naval sobre o Marítimo equipa que tem grandes problemas fora de portas. Próxima semana há grandes jogos, cá estaremos para análise ao Clássico e à jornada!

21.8.08

Gigante Nélson Évora: Salto para a História

Escrevo a quente duma jornada olímpica comovente para todo o desporto nacional. Tenho 21 anos e a minha primeira imagem olímpica foi a de Fernanda Ribeiro a passar por dentro nos últimos metros da final feminina dos 10 000 metros. Hoje, talvez por ser ouro, talvez pela maneira brilhante como foi conseguido, talvez por bater Idowo que tinha dito ser o Super-Homem, talvez talvez, vibrei como quando tinha 9 anos. Nélson teve sempre uma medalha na mão, primeiro bom salto mas Idowo a mostrar que estava muito forte. No primeiro salto o britânico deu bom avanço. Porém, no segundo salto leeve Sands superou-se e voou para a prata. Com um salto nulo Nélson estava em terceiro, tinha estado em primeiro, em segundo agora estava em terceiro. Não percebendo quem de facto estava na luta, supûs que o bronze era pouco, que o Hondurenho se tinha superado (subiu de 16, 90 para 17 e muito) e temi que Nélson não fosse para os três últimos ensaios tão confiante...Puro engano, primeira (quarta) tentativa e o Português voa para o primeiro lugar com um salto absolutamente fantástico de 17,67. Idowo tremeu, o Super-homem tinha de voar mais alto mas não conseguiu. Obrigado Nélson Évora, obrigado por levares PORTUGAL ao ouro, pela nossa bandeira estar no centro, por o nosso hino tocar uma vez que seja em terras distantes neste JO. Prova de raça, de força mental, de força física de um lutador que sempre acreditou. As vitórias olímpicas Portuguesas sabem de maneira diferente do que as do futebol afins, sabem ao sabor do trabalho, do esforço pessoal. Sentimos em parte que são nossas, pois não há vedetismos nesta matéria em Portugal. Por isso custa, a nós Portugueses, ouvir Telma Monteiro falar de árbitros, custa todo o resto das declarações infelizes pois eles não são do mundo das vedetas, dos acéfalos, das desculpas fáceis, eles pagam muito a nível pessoal para lá estar. Talvez por isso, ao ver Naide a falar, mais triste do que ninguém, ao ver Obikwelo pedir desculpa aos Portugueses, ao ver creio que João Pina chorar e desejar boa sorte a todos acredito no "Olimpismo", acredito neste fenómeno supraclubístico talvez uma das maiores fontes de identificação (infelizmente) nacional que Portugal actualmente tem (ou quer ter). Mais uma vez, PARABÉNS E OBRIGADO NÉLSON!

SUPERTAÇA: NOS PÉS DE YANNICK, NAS MÃOS DE PATRÍCIO

É tão inevitável quanto banal dizer que a época 2008/2009 começa como terminou a anterior. Nada mais falso. Claro que começa com o mesmo vencedor mas acabam aqui as semlhanças, jogos diferentes e justiças diferentes. Há um ano o FCP foi superior, merecia outro resultado mas do nada Izmailov deu o título aos "leões". Há um ano, as equipas eram (muito) diferentes: a do SCP claramente inferior quer em relação ao FCP de 2007/2008 quer em relação a este SCP; e a do FCP deste ano é, pelo menos para esta fase da época, claramente inferior. Vamos então ao jogo. O FCP que contra a Lázio tinha prometido um autêntico festival de bom futebol começou o jogo com o onze que se esperava à excepção da não titularidade de Fucile. Nas laterais jogou Sapunaru e Benitez, Guarín rendeu Paulo Assunção, Rodriguez jogou, e Farías jogou no centro encostando Lisandro à esquerda. O SCP manteve a estrutura da época passada. Porém, Caneira entrou para a esquerda, creio que para ganhar altura e poder defensivo, "Roca" teve e terá lugar cativo no meio-campo, e na frente sem Liedson jogou Derlei e Yannick. Os restantes jogadores de ambas as equipas já se sabem de trás para a frente. Achei o jogo muito bom para esta fase da época, parece-me que enquanto o SCP defensivamente joga já de olhos fechados o FCP na frente tem rapidez, técnica, classe etc... Porém, mais uma vez, no meu entender Jesualdo "perde o jogo": tanto Benitez como Sapunaru deizaram saudades quer de Bosingwa (não estando lá não há nada a fazer) quer de Fucile (vê-lo sentado no banco pôs-me a pensar em várias questões); Guarín ou por não ser esta a posição onde se sente confortável, ou por um sem número de razões esteve mal (falhou passes, fez mal a pressão abrindo espaços...); na frente, incompreensível o tirar Lisandro do seu habitat (criou raízes já nessa posição) pois Lisandro também jogou mal e Farías foi presa fácil. Parece-me que sem Mariano, Jesualdo deveria optar ou por Hulk ou dar uma oportunidade a Candeias (melhor de início do que lançá-lo a perder 2-0). Depois o FCP também não teve a sorte do jogo (bola no poste, golos do SCP em fases terríveis do jogo quando nada fazia prever). Paulo Bento, ao contrário de Jesualdo esteve bem, percebeu que Caneira (que não fez grande jogo, mas fez penalty escusado) seria importante e tirou Grimi que chegara mais tarde. Põs Moutinho como pivot ganhando assim o meio-campo pois Roca e Izmailov davam preciosas compensações defensivas e asim, o pequeno capitão podia ofensivamente pensar o jogo e pautar o ritmo da equipa. Quando no início referi que esta final teve mais justiça que a anterior referia-me ao facto de o SCP ter sempre o jogo controlado, os jogadores pareciam saber como ganhar ao FCP (a bola no poste nasce duma transição rápida do FCP que teve origem num corte infeliz de...Carlos Xistra). De facto, as transições rápidas do FCP estiveram sempre controladas, enquanto que a defesa do FCP sempre mostrou sinais de má comunicação e nervosismo. Assim, com dois golos resultantes de falhas da defesa, Yannick bisou e levou a taça para alvalade. Última nota para o que me parece ser um equívoco de Paulo Bento. Desde que chegou ao SCP que se ouve recorrentemente dizer coisas como "a lotaria das grandes penalidades", ou "a equipa X teve sorte (ou azar) na marcação do penalty". No meu entender é um erro definir este momento como sorte. Há uma carga psicológica, técnica e de atributos para este momento. Lucho falhou o penalty mas parece-me que foi mais Rui Patrício que o defendeu (realizando não só por isso grande e segura exibição) tal como a taça da liga foi perdida porque o SCP não marcou bem e Eduardo esteve muito forte. Outro exemplo, Ronaldo na liga inglesa passou o ano a marcar penaltys com o peito do pé em força e creio que deverá ter falhado 2, chega a Champions e falha dois em meias e final marcando os dois em jeito com a parte de dentro do pé. Não é sorte Paulo Bento, é técnica, feeling, psicologia e saber! Parabéns então aos campeões pelo segundo ano consecutivo e que comece a Liga!