25.1.09

vira o disco e toca o mesmo.

Pois é mais um fim-de-semana, mais uma jornada e o resultado lá para terras de el-rei d. Carlos é sempre o mesmo: Barcelona continua sem vencer…por poucos golos. No inicio da temporada poucos pensariam que o Barça do estreante Guardiola poderia ser a mais temível equipa da Europa. Se uns iam apontando a fraca experiencia do treinador catalão enquanto técnico principal outros iam vaticinando a Messidependencia e portanto o fiasco já que este prodígio estaria sempre lesionado. Ora nem o Barcelona é Messi dependente, nem o Messi está sempre lesionado. Consequência? Ora dando quatro, ora dando cinco o Barcelona soma e segue já leva 15 pontos de vantagem sobre o Real Madrid.

Neste momento, nada dará mais prazer a um adepto de bom futebol do que ver o barça jogar, se Messi é Messi e só para o ver jogar valeria pagar um bilhete de época do estádio cidade de Coimbra a verdade é que o resto da equipa do Barcelona é extremamente completa e acima de tudo, tacticamente culta. Naquela equipa não há um único jogador que não seja tecnicamente evoluído, o triangulo do meio-campo (touré, Xavi, Iniesta) consegue servir de tampão as investidas adversárias e ao mesmo tempo consegue ter uma profundidade ofensiva que mais nenhum clube do planeta tem. Na frente de ataque contamos com 3 dos melhores executantes do mundo. Etoo tem estado imparável e lidera isolado a lista de melhores marcadores da Europa, Henry voltou às boas jogatanas dos tempos do arsenal e leva já 12 golos na liga. Sobre o pibe que usa o 10 que um dia pertenceu a Rivaldo, Laudrup ou Diego, nada mais tenho a dizer do que hoje é, para mim, o melhor do mundo. A cultura táctica que falo em cima é evidente pelas movimentações tanto do meio-campo como do ataque que possibilitam o asfixiamento do adversário. O caudal ofensivo do “barça” é tão grande e inteligente que se torna uma tarefa quase impossível paras as defesas adversárias. Xavi e Iniesta são, nos nossos dias, dois dos melhores médios-centro do mundo, ambos os jogadores são um pouco a imagem que aquilo que o seu treinador em tempos foi, um talento enorme que aos 19 anos fez andar um Dream Team que conquistou o mundo.

Há poucas dúvidas de qual é realmente a "melhor equipa do Mundo". O barça pode nem conseguir chegar à final da Champions, pois uma equipa cínica como o Inter de Mourinho ou o Liverpool de Benitez tem perfeitamente argumentos para ombrear com esta "ivencível armada", mas, neste momento já ninguém tira o mérito a Guardiola por pôr toda a gente a sonhar com um novo "dream team".

16.1.09

O que falta ao Benfica?

Fazendo um ponto prévio, cabe-me dizer que este post vem um pouco atrasado relativamente aos acontecimentos de domingo passado porque entretanto o Benfica espetou quatro no olhanense e para a massa adepta mais distraída tudo vai bem no reino da águia, só que por motivos de força maior foi-me totalmente impossível escreve-lo antes de hoje.

Começando pelo essencial, e fazendo uso ao titulo que dou a este texto o que falta ao Benfica de Quique Flores? Em primeiro lugar, um defesa esquerdo. Não há dúvidas que Jorge Ribeiro não tem evidenciado qualidades para agarrar a faixa esquerda da defesa, e David luiz por muitas vírgulas que faça não tem maturidade táctica para jogar a lateral. Todavia se os problemas do Benfica começassem e acabassem na questão do defesa esquerdo estava eu bem. A questão fundamental do carrocel exibicional da turma da luz centra-se, a meu ver, num esquema táctico obsoleto. O 4-4-2 clássico de Quique Flores tem sido a principal causa de dores de cabeça do seu treinador, e este parece que é o único a não a entender o que se passa. Na senda do que vem sendo dito por Luis Freitas Lobo, creio que este sistema táctico não é minimamente adequado para uma equipa do Benfica. Não o é porque as duas linhas mais recuadas funcionando em bloco tornam as costas da defesa mais permeáveis. Se separamos o jogo do Benfica em dois processos distintos, a defesa e o ataque, podemos concluir que no primeiro capítulo o Benfica tem estado quase irrepreensível, pois não permite grande circulação de bola ao adversário mas o segundo processo (o ataque) tem sido tão desastroso que acaba por fazer claudicar todo o trabalho defensivo realizado. Para corroborar esta minha (talvez rebuscada) tese, vejamos os casos de perigo do último BenficaXBraga:

31' – “Passe de César Peixoto para Mossoró, que entra na área com perigo. Vale ao Benfica a atenção e velocidade de David Luiz, que cortou para canto”

85’ “ Renteria isola-se frente a moreira mas possibilita a defesa do guardião encarnado”.

As duas maiores situações de perigo do Braga surgiram através não de um erro defensivo, mas sim de um falhanço total do Benfica enquanto equipa. No momento que tentavam a transição ofensiva, Yebda primeiro e Reyes em segundo lugar, os jogadores do Benfica perderam a posse da bola para o Braga que aproveitando a subida da defesa explorou quase fatalmente as falhas sistémicas de uma táctica que usa dos blocos em linha e assim facilita o trabalho de quem conseguir recuperar rapidamente a bola e tenha a capacidade mínima de lançar um ataque.

De resto é preciso dizer que a falta de fluidez do jogo encarnado passa muito por Ruben Amorim. Não que o médio português seja mau jogador ou que esteja em má forma. Não. O que se passa é que simplesmente Amorim não avança pelo corredor direito como um verdadeiro extremo e deixa obviamente o Benfica uma equipa manca. Se de um lado está Reyes com a sua velocidade e poder de explosão, do outro, o Benfica apenas cria perigo por…Maxi Pereira. È muito pouco para quem quer vencer e convencer pois a circulação de bola e a criatividade do ataque encarnado fica muito depente dos rasgos individuais de jogadores como Reyes ou Suazo, o que torna obviamente mais dificil a tarefa do Benfica quando estas unidades chave estão em sub-rendimento. Creio, e mais uma vez faço minhas as palavras do mestre LFB, que Ruben Amorim deveria ser utilizado no centro ao lado de Katousoranis. Em primeiro lugar, porque desta forma o Benfica conseguiria maior acutilância ofensiva do que com Yebda ou Binya e em segundo porque a colocação de Carlos Martins ou mesmo Di Maria seria mais benéfico do que uma equipa desequilibrada.

No fundo a solução que penso que será a melhor para o actual Benfica não será esta. Já pensei várias vezes num sistema de 4-3-3, com um pivot defensivo ( Yebda) dois médios centros a jogar nos apoios (Ruben Amorim e Katso) e um ataque móvel composto por Suazo, Reyes e um terceiro elemento que poderá ser di Maria, Cardozo ou Nuno Gomes.

Por fim, despeço-me com a retórica pergunta que tanta tinta tem feito correr, “Afinal Quanto vale di Maria?”. Será o assunto do meu próximo post que pelo andar da carruagem, vai ser publicado lá para meados de Fevereiro.

12.1.09

Is there anybody out there who still doubts that I am the best?!

Liga dos campeões, Premier League, melhor marcador e jogador do campeonato Inglês, melhor avançado e marcador da Liga dos Campeões, Bola de Ouro e Prémio Fifa de melhor jogador de 2008. O encantador de bolas português fez aquilo que nunca ninguém tinha feito: ganhar (absolutamente) tudo o que havia para ganhar. É sem a mais pequena duvida o melhor jogador de 2008!
PS: 2009 será o ano daquele que considero como o mais talentoso jogador que vi pisar um relvado.

7.1.09

Utopia

Aplausos, gritos, saltos e qualquer tipo de manifestações são comuns no futebol e, assim sendo, para que estas mesmas manifestações não sejam comuns mas sim especias algo as tem de tranformar nisso mesmo...especiais, diferentes e (quase) únicas, Falo de quando o futebol atinge um dos seus esplendores, falo de Ronaldinho e falo de Messi, falo mais concretamente quando os adeptos derrotados prestam vassalagem ao bom futebol, prestam homenagem ao jogador do jogo, dão o seu obrigado pelo preço que pagaram valer o espetáculo. Algo comum no futebol inglês, o fenómeno dos adeptos da casa prestarem tributo ao mágico da outra equipa ou mesmo à equipa encontra-se em Maradona (em moldes diferentes) no Itália 90 e mais recentemente em Ronaldinho e Messi. Traço comum: todos jogaram no Barça (onde o bom futebol "impõe-se" ao resultado) e dois deles tiveram a sensação de render os adversários com o seu bom futebol com a blaugrana vestida. Ronaldinho em pleno Santiago Bernabeu fez o que quis e no final...clap clap clap. Assim foi ontem no Vicente Calderón onde Messi jogou, marcou fez jogar, falhou, brincou enfim, fez tudo o que um mágico faz, fez tudo o que o porá certamente na história e claro...clap clap clap, de pé ou sentados vários ovacionaram o rapaz. Traço comum: em Madrid vê-se bom futebol. O título deste texto corresponde ao que se passou. Porqùê? Porque estas excepções cofirmam a regra que é a de que o futebol não é um espetáculo, cada vez menos o é. O futebol nem é mais nem é menos e tem qualquer coisa de. Caso o Man Utd jogasse no dragão quantas pessoas sem serem do FCP iriam ver por mero regozijamento? O futebol é sociedade, é identificação pessoal, é escape para alguns prazer para outros e o que conta é se a nossa equipa marcou mais que os outros...infelizmente. Ok, há excepções, claro que há. Porém a utopia que ganha o que melhor joga, a utopia de que o futebol e como o cinema ou um concerto, a utopia que se aplaudem os melhores é o que mais existe.

3.1.09

O mito

O tempo que passou já me dá segurança suficiente para falar sobre o que se passou no estádio Olímpico de Berlim quando Zidane perdeu a cabeça e deu a famosa cabeçada ao defesa-central italiano Marco Materrazi. Se tivesse escrito na altura este post (nem o poderia ter feito pois ainda não me tinha surgido a ideia que seguidamente irei desenvolver) estaria a cair no perigoso campo do tendencioso pois os meus pensamentos estariam obviamente moldados pelo calor do momento, e por toda a paixão que a sensacional cabeçada despertou, não só em franceses e italianos mas como em todos os adeptos em geral.

Para aqueles que pensam que Zidane deveria ter acabado de taça na mão e não passando casbisbaixo ao lado dela eu digo: Estão enganados. Ao agredir Materrazi, Zizou libertou-se da lei do esquecimento e consagrou a sua figura como uma lenda do futebol mundial. Não lhe bastou ter sido 2 vezes considerado o melhor do mundo. Não. Teve que terminar em grande, e conseguiu-o. Primeiro, fez a tarefa (quase) impossível de levar uma depauperada e desisnpirada França até à final de um campeonato mundial onde eliminou Espanha, Brasil e Portugal, depois, e após um grande jogou onde marcou um golo, culminou a sua gloriosa carreira com uma imagem que vai ficar para sempre…O herói, mostrou a sua fraqueza, encontrou o seu vilão, e para encantar e emocionar o publico não há nada como assistir à queda de um herói. Zidane naquele momento caiu. Mas a sua queda, como a de Aquiles ou Heitor é um épico monumental à qual ninguém ficou indiferente. A cabeçada de Zidane é quase marco cultural: fizeram-se canções, discutiu-se exaustivamente na opinião pública, escreveram-se livros, especulou-se o que Materazzi terá dito, até em filmes há referências ao mítico confronto entre os dois jogadores. O que me fez escrever este post, foi a resposta de um aluno retratado no filme a Turma quando lhe pergunta aquilo que ele odeia. Terá respondido por acaso Zidane? Não, respondeu Materrazi, e por favor, se consegui alguma atenção nesta minha mensagem, já alguma vez se perguntaram porque é que teve que ser a Marco Materrazzi um dos mais odiados futebolistas do planeta que Zidane deu a cabeçada? Curioso, ou então não!

Para se ser uma lenda, um herói, é preciso mais do que muito talento e uma carreira fenomenal no futebol. Pelé teve o regime brasileiro e os dólares americanos, Best o álcool e o seu comportamento de playboy e Maradona, bem, Maradona teve para além da maldita cocaína, a mão de Deus, a máfia, a dicotomia norte-sul de Itália, o filho ilegítimo e o facto de jogar num clube pequeno como factores essenciais para mistificar a sua existência. Sem as suas fraquezas e contradições, provavelmente el Pibe de oro teria sido um grande jogador (como Rivaldo, Figo, Laudrup) mas nunca um Deus. Zidane, conseguiu chegar perto do Olimpo pois não só venceu em tudo no futebol como mostrou a sua faceta mais selvagem.

Para aqueles que acham este texto pateta e despropositado, digo-vos já que aceito essa opinião. Eu próprio durante muito tempo pensei assim. Agora, proponho-vos o seguinte exercício: de que se lembram vocês quando vos vem à memória o mundial de 2006, o Fábio Canavarro a levantar a taça ou a cabeçada do Zizou?

este post foi simultaneamente publicado em www.playingatmyhouse.wordpress.com

28.12.08

Na Mouche!

Quando o dr. Vale e Azevedo, pouco tempo depois de ter tomado posse de presidente do Benfica, rasgou os contratos de cedência de direitos de transmissão televisiva que o clube tinha assinado com a Olivedesportos, do sr. Joaquim Oliveira, denunciando-os nos termos legais, tinha fundamentadas razões jurídicas para o fazer. De facto, cerca de 6 anos depois (meu Deus, como a justiça portuguesa é lenta), o Tribunal da Relação de Lisboa, por acórdão de 2 de Novembro de 2000, viria a decretar, anulando uma decisão de 1ª instância em sentido contrário, que os contratos dos clubes de futebol com a Olivedesportos eram nulos e de nenhum efeito, pelo que poderão, assim, ser denunciados pelos respectivos clubes!

O que diz, afinal, esse acórdão que, estranhamente, se tornou um tema maldito para os jornais e outros meios de comunicação, de tal forma que, passados quase 10 anos, nem os clubes, principais interessados, nem as entidades do futebol, como a Liga e Federação, ou a própria tutela do Governo, ninguém fala dele, assobia para o ar ou muda de conversa? Que forças se movem nos bastidores, para silenciar um acórdão de um órgão superior da Justiça? Que País é, afinal, este?

O acórdão em causa diz o seguinte, no essencial: “I - Os chamados direitos televisivos – direitos de captar e transmitir imagens de TV - só podem ser adquiridos e exercidos por quem estiver legalmente licenciado a exercer a actividade de televisão (artº 38, nº 7 da Constituição da República e Lei 58/90, de 7/9. II- É nulo por impossibilidade legal e por ilegalidade de objecto o contrato em que um clube de futebol transfere, para uma empresa não autorizada a exercer a actividade, o direito de captar e difundir imagens de um espectáculo de futebol.(…) Assim, o contrato referido no ponto II é também nulo porque o seu objecto é contrário à ordem pública – artº 271, nº 1, do Código Civil.” E sobre a eventual cedência de tais direitos por parte dos clubes, legalmente detentores da sua titularidade, esclarece a Relação de Lisboa: “Ainda que o mesmo direito seja livremente transmissível pelo seu proprietário – o clube de futebol organizador do espectáculo - o seu adquirente só poderá ser uma entidade legalmente autorizada a exercer a actividade de televisão.” O que não é, como se sabe, o caso da Olivedesportos (teria de ser “operador”, e não é), que detém e explora os direitos de televisão de todos os clubes profissionais de futebol, num País onde as leis e as sentenças dos tribunais superiores são uma espécie de papel higiénico…

Nota final: o dr Vale e Azevedo pode ser o que for, isso não invalida que, de facto, teve razão quando denunciou os contratos com a Olivedesportos e foi alvo de uma autêntica caça ao homem. Para se ter uma ideia, a Olivedesportos paga ao conjunto dos clubes portugueses cerca de 40/42 milhões de euros/ano. Um clube espanhol de 2ª linha como o Villarreal cobra sozinho 46 milhões/ano. E um clube como o Tottenham arrecada só por si, 51 milhões! Andamos todos a brincar com coisas sérias…

Rui Cartaxana in Record online

Parece que vem mesmo a calhar.

Veio da ALemanha de um Borussia com um nome esquisito como supelente da super-contratação Carlos Bossio. Como no Benfica as contas saem normalmente furadas, foi o miudo desconhecido que saltou para a ribalta e com nervos de aço foi considerado durante três épocas sucessivas como o melhor jogador encarnado. A má decisão de ter ido para o Barça custou-lhe pelo menos 4 anos de carreira e uma progressão que até há data era meteórica. Hoje é o capitão do Hannover e conseguiu finalmente ser um número um do seu país, que possui uma das melhores escolas de guardiões da Europa. Nunca me vou esquecer do guarda-redes que substitui Michael Preud'homme na baliza do Benfica, e quero que saibas, que se esta noticia se confirmar és muito bem-vindo de volta...Robert Enke!

27.12.08

Momento do ano para os adeptos do United....

Viva John Terry Viva John Terry Cud` Of Won The Cup But He Fucked It Up Viva John Terry

26.12.08

E um processo em Silvio Cervan...?

Cada um tem os seus ódios de estimação e em futebol então cada um tens aos milhares...Eu pessoalmente não suporto o facciosismo de Miguel Sousa Tavares e não tolero muito a imagem de Reinaldo Teles. Isto do FCP pois quanto ao SCP não me identifico em nada com Dias Ferreira. Por fim do SLB existem dois a quem eu aconselho vivamente a não ler: o primeiro colunista é Leonor Pinhão, confesso que ainda não percebi se esccreve a sério ou a brincar, pelo sim pelo não não leio (pelo menos até rotularem a crónica de humor); o segundo é Silvio Cervan, que leva o facciosismo a pontos incríveis e faz acusações a roçar o patético (lembro-me por exemplo de dizer que o ano passado o Vitória de Guimarães tinha o jogo com o FCP ganho). Esta semana Silvio Cervan diz que este campeonato é uma fraude, diz que sempre acreditou em Pedro Henriques e que até preferia ter perdido o jogo e continuar a acreditar no Major do que empatar daquele modo, diz que a esta altura o SLB já devia estar em posição de clarissima vantagem e diz entre outras baboseiras que o Major inventou uma confusão no túnel bem como que devia assumir o erro em vez de se defender. Posto isto, devo dizer que acho que o lance prejudica o benfica, mas estou longe de considerar que o lance é inequívoco, ou seja, considero que possa haver discussão e pode haver quem considere o contrário. Para mais, vi o jogo na Tv e no momento pareceu- me que tinha sido bem assinalada a mão. O que o senador faz nesta crónica é dizer com todas as letras que estão a fazer com que o benfica não seja campeão, que não querem que o seja. Chama mentiroso ao árbitro e recusa-se a aceitar que um cidadão que nos últimos dias tem sido insultado e tem visto a sua imagem denegrida se defenda, explicando a sua opinião (talvez quando o partido que defende chegar ao poder, lá para nunca, este senador possa impor medidas restritivas da liberdade de expresão). Obviamente que não concretiza em nada, obviamente que lança para o ar, porém tal como noutros casos (como Paulo Bento) é caso para uma investigação caso este senhor mantenha ainda cargos no SLB. Confesso que não gosto do árbitro Pedro Henriques, acho incompetente mas acho sério. O que é chato pois tem metade do que é preciso para ser árbitro. Confesso também que nem me passa pela cabeça que tenha inventado que Nuno Gomes o injuriou. Aliás, Quique tacitamente confirma que houve algum abuso nos túneis ao dizer que estes acontecimentos são danos colaterais que se têm de evitar. Aliás, empatando o jogo da maneira como se empatou é normal que algum jogador perdesse a cabeça, eu no meu clube lembro-me de Pedro Barbosa e Rui Jorge jogadores algo parecidos com Nuno Gomes na maneira de estar serem expulsos mais que uma vez após o apito final. Como já disse considero que o benfica tem razões de queixa no último lance mas acho que o nível que as declarações chegaram são similares a outros que motivaram processos...Katso a dizer que foram roubados, sidnei a dizer que não querem deixar o slb ser campeões etc etc...Outra nota que fica é uma curiosidade. Após o fim do jogo Manuel Machado disse que Miguel Vitor devia ter ido para a rua num lance que ninguém disse nada. Eu não me lembro mas como adepto deste futebol miserável gostava de saber se o treinador do nacional é "cheche" e anda a inventar coisas ou se tinha rãzão ainda para mais por ser relevante já que era MV que estava no lance. Zero imagens deste lance pelo menos no jornal que leio. O árbitro errou mas como disse é sério e manteve o mesmo critério no primeiro amarelo a Alonso que obviamente também estava errado pois são lances casuais (o do golo e o de Alonso). Obviamente uns concordarão outros não com o que escrevi porém dificil era não escrever sobre este assunto que dura e dura e dura....

23.12.08

Assim não!

Cheguei há pouco do Estádio da Luz. Venho com azia. Deve ter sido do jantar. Mas esqueçamos a comida por agora, o que quero referir aqui é o estado a que o futebol português chegou. O que vi esta semana foram 270 minutos de jogos dos grandes(mentira que não vi os 90 minutos dos 3 jogos, mas vamos continuar) de anti-jogo contínuo por parte dos adversários mais pequenos, desde os 1o minutos de cada jogo. E pior, vi os senhores de preto a pactuarem com isto. Na Luz, hoje, passando rapidamente por cima do golo anulado de um modo absurdo, que daria 3 pontos, e de um penalty claro que ficou por marcar, vi jogadores a demorarem minutos inteiros a sairem de campo para serem substituídos, ou a levantarem-se do chão, sem um aviso, sequer, por parte de Pedro Henriques. O tal arbitro, de quem se diz ser um facilitador do futebol, adepto do deixa jogar, deixou sim uma demonstração gigante de incompetência na luz, uma espécie de gosma que me sujou todo. A mim e aos 40 mil que lá estavam. Henriques, a dada altura, expulsa um jogador do Nacional, assintindo posteriormente à sua saída de campo durante uns bons 2 minutos, impávido e sereno. E eu pergunto, que se pode fazer relativamente a esta falta de capacidades? Nada? Não pode ser! Pode? Por favor, que não possa. O futebol em portugal é, de facto, uma vergonha, e nós temos todos o azar de ser adeptos dele. Felizmente, lá fora ainda vamos fazendo umas coisas. Pela primeira vez temos 2 equipas nos oitavos da champions, a darem luta à europa da bola. Mas o nojo que vi este fim de semana, e hoje especificamente na luz, o chico-espertismo e incompetência misturados e somados, tendo como resultado uma mistela chamada futebol português, representa, mesmo que de um modo ligeiro, o estado patético dum país que costumava ser grande.

22.12.08

A afirmação do (não) futebol

Este titulo poderia muito bem servir para um texto sobre o futebol português, todavia, e porque não só de crónicas lusas se faz este blogue o que hoje pretendo focar é um campeonato que pelas suas peculiares características me desagrada profundamente. O calcio é para mim, um mero observador, é um exemplo crasso do aquilo que o futebol não deve ser. Nem sequer é preciso ir para os contornos extra-jogo que nos últimos anos assolaram o futebol transalpino para justificar a minha posição.

Na minha opinião o que se passa com o futebol italiano, não é estrutural, nem conjectural, é simplesmente o um problema de essência. Essência, porque parte das premissas erradas de acordo com aquilo que eu entendo o que é o futebol, um verdadeiro Showbuisiness. Desta forma, e partindo do principio que o futebol é um espectáculo de milhões cabe aos artistas transmitir um pouco de emoção, rasgo e criatividade para o publico. Comparando o futebol italiano a um circo, este seria um circo chato. Perfeito em todas as linhas, mas previsível e sobretudo aborrecido. Quem estiver a ler este texto, já e pensar “então este gajo é maluco, o futebol italiano é só o futebol mais táctico e inteligente do mundo”, tem razão, não quanto à loucura, mas quando pensam que o estilo de jogo de Itália é do mais cerebral que profícuo que existe, especialmente quando nas provas a eliminar.

O problema das equipas italianas, é dentro de portas pois quando dois gigantes como o Milão ou a Juventus se defrontam, o que se passa dentro do relvado é uma verdadeira partida de xadrez onde os seus treinadores preparam cada jogada da forma mais meticulosa possível. Ok, é tudo muito bonito, artístico e inteligente, mas onde é que está a emoção que leva pessoas ao estádio? Os passes rasgativos, a velocidade constante, os ziguezagues que deixam a multidão a espumar por mais?

De onde provem a especialidade táctica dos italianos? Como explicar que um futebol que conta com artistas da craveira de Francesco Totti ou Alessandro del Piero possa abdicar da emoção e da magia de um jogo de futebol? A origem deste fenómeno remonta aos anos 50 quando a selecção italiana de futebol se viu privada de sete dos seus melhores jogadores, todos estes morreram num acidente de avião quando o Torino (a grande equipa europeia dessa década) veio jogar a Lisboa, e se viu obrigada a recorrer principalmente a defesas para suprir as baixas sofridas.

Depois de este incidente que deu começo a saga defensiva italiana, apareceu Herrera. Helenio Herrera, chileno, e um mestre da táctica. Inventou um sistema táctico, que ficou para a história como o cattenaccio, apostou em três centrais e fez dos laterais verdadeiros médios-ala. Resultado? Campeão europeu, campeão italiano e vencedor da taça intercontinental. A herança de Herrera foi continuada por outros grandes mestres e apesar do declínio do futebol italiano durante os anos 70 inicio dos anos 80. Arrigo Sacchi, Fabio Capello ou Marcello lippi foram capazes de colocar o futebol da península itálica novamente no Olimpo. Só que sempre fieis aos seus princípios errados do jogo.

Admito relutantemente que a nível internacional, isto é, em competições europeias é muito interessante ver equipas transalpinas a jogar, pois o calculismo, a competência táctica e a inteligência dos italianos normalmente é suficiente para se superiorizar aos adeversários. O problema do futebol italiano reside essencialmente dentro de portas. Ver um interX milan é olhar para duas fortalezas expugnáveis que vão lutando no meio-campo à procura do erro do adversário. Desta forma, austera, apagada e vil o espectador fica, em pávido e em sereno, sem exprimir minimamente as emoções típicas de um jogo de futebol. Digam o que disserem, o futebol inglês é o melhor do mundo. E isso, vê-se também pelas receitas, pelas pessoas no estádio, pela emoção. Ah e tal, é por causa de questões culturais! Não me lixem…Não se trata apenas de questões culturais, no futebol, como na economia real quando o produto é bom tem saída, quando é medíocre a empresa que o vende está condenada ao fracasso. O que se passa com o futebol italiano é semelhante, enquanto a “beleza táctica” imperar como fundamental e a arte não se libertar, os estádios vão continuar como estão…vazios.

18.12.08

Anatomia de um crime

Este post teria muito mais piada se, efectivamente, o Real Madrid tivesse surpreendido o mundo do futebol roubando pontos num campo "impossível". Não o fez, na realidade, mas não se pode retirar o mérito de uma equipe que matou o "melhor futebol da europa". Com efeito, o Barcelona não jogou mal, nada mal mesmo. Teve quase sempre a iniciativa e o controlo do jogo e mais ocasiões de golo; mas o Real, até ao penalty duvidoso e ao golo esquisito, tinha tido a melhor oportunidade do jogo. Drenthe é não quis enervar a malta do camp nou. Percebe-se, era chato. Mas vamos lá ver, como é que o Juanito conseguiu, depois do desastre em Londres, arrumar uma equipa em poucos dias que parasse o triturador do futebol europeu. Ora, na chegada, já lá tinha um menino na baliza, que, quer os tempos sejam bons ou maus, no Barnabéu ou na Selecção, mantém um nível exibicional impressionante. Fundamental nas conquistas de Champions e Campeonatos da Europa, Iker está lá sempre para o Real, e, nesta semana que passou, curiosamente, continuava lá para Juan De Ramos. Continuemos. Ramos arranjou um triângulo, que por vezes se tranformava num quadrado(ou noutras formas geométricas com mais lados quando a coisa apertava) para tratar do maior problema que a equipa catalã oferecia: o puto messi. Messi iniciou o jogo ao seu estilo, partindo os rins a um dos melhores defesas do mundo(sergio ramos) criando a primeira possibilidade de Casillas brilhar. A partir daí, o tal triângulo, formado por Ramos, a defesa esquerdo, Gago, a trinco, e Drenthe, a mau jogador, iniciou um exibição clássica, se falarmos, claro, de outras modalidades que não futebol. Eu lembro-me de fazer um desporto(os mais cépticos poderão dizer que isto não é um desporto. peço aos mais cépticos para não dizerem nada) chamado " o pisa". Se não estão familiarizados, perguntem. Se ninguém à vossa volta souber, pisem-nos. Pronto, isso é "o pisa". Estes três entravam em medicina em Coimbra com um estatuto de alta competição neste desporto. Inteligentemente, nunca deixaram leo arrancar com a bola controlada, não lhe permitiram um dribble, uma desmarcação. 20 minutos e 2 ou 3 amarelos depois, Messi estava desgastadíssimo. Se somarmos a isto exibições fantásticas de Metzelder e Cannavaro, temos o 0 no marcador do Barcelona, até aos 70 minutos explicado. Na 2a parte, Guardiola não conseguiu mudar o jogo. Xavi não fazia boas transições ou aberturas porque o meiuca do Real estava sobrepopulado; Messi não tinha bola, e quando tinha, era muito bem defendido; henry desiquilibrava mas, tal como etoo, estava desinspirado. Entrou Busquets num claro sinal de desespero. Mudança era precisa, até porque Eidur pouco ou nada fez em campo, mas parecia que Guardiola não tinha soluções para o problema Madrid. Até que, caído do céu, e numa decisão muito, muito duvidosa, penalty para o Barcelona. Resumindo: Casillas. Mas a poucos minutos do fim, e num lance tão estranho como mal defendido, a perfeição em forma de estratégia foi-se, a muralha caiu, e a esperança do ponto desapareceu. O 2 0 era esperado num dos minutos que faltava.Messi fez questão de se vingar daqueles minutos iniciais. Serve-se fria, sempre ouvi. E, aparentemente, molhada. Era para não serem parvos. Mas ficou a fórmula. Para todos os que aí andam com medo dos meninos de vermelho e azul, e às vezes de amarelo, ou azul cueca, ou um laranja parolo ,por sinal, ponham os olhos neste Real. Não se joga de "peito aberto" com uma equipa que é muito superior. Pensem nisso, e defendam...

8.12.08

"Neste momento, é impossível ganhar ao Barça"

Começo por citar o treinador do Real Madrid:«O jogo com o Barcelona preocupa-me menos que outro qualquer, ali não é possível ganhar, porque o Barça está a arrasar e creio que este vai ser o seu ano. O Real Madrid pode fazer um bom papel lá, mas não se pode dizer mais do que isso». Estas foram as primeiras declarações de Schuster após mais um desaire em casa, após se tornarem na segunda pior defesa (!!) em casa do campeonato. Estas declarações serviram também para lançar o sempre escaldante clássico espanhol Barcelona vs Real. Depois de Schuster falar também Raúl e Guardiola falaram e ambos "desmentiram" o alemão, um dando uma choveirada de confiança para os companheiros outro tentando dar um banho de humildade aos seus pupilos. As únicas explicações que encontro para o treinador do Real dizer o que disse são duas: ou tentou (fracassadamente, creio) incutir pressão na turma blaugrana ou tentou ser demitido do cargo que ocupa. Obviamente que este ano o Barça é o favorito mas dizer isto quando se vai lá jogar dentro de dias é atirar os seus adeptos para uma angústia quase sem fim. Uma equipa como o Real tem de discutir todos os jogos, seja com a equipa A, B ou C. No meu entender, Schuster não é treinador para o Real e estas declarações reforçam a minha ideia. Este ano, ainda não encontrou uma equipa sólida, todos os jogos ou são tremendas desilusões ou são cavalgadas épicas isto porque a equipa (e não só a defesa) defende (ou não defende) pessimamente. Mérito seja dado, já que ontem só o ferro (por duas vezes) e Palop (pelo menos tês) evitaram mais uma "remontada" porém, sempre que o Real consegue 3golos em casa tem de ganhar o jogo (este ano já teve de marcar 4 golos para ganhar um jogo simples sei lá quantas vezes). A crónica de Valdano este sábado diz (obviamente duma forma sempre característica digna só de grandes nomes do futebol) algo que já tinha referido entre dois copos e 20 amendoins, que Gago defende sozinho e que Van de Vaart e Guti são bons como solteiros mas enquanto casal dificilmente podem casar. Já no Barcelona é o que se sabe. Primeiro era ver como seria esta época com Guardiola, depois de começarem a arrasar era ver quanto a testes a sério, após arrasarem Sevilha (0-3) e Valência (4-0) parece que a dúvida é saber se este escândalo vai continuar e se sim quando é que se tornam campeões. Confesso que nunca vi tremenda facilidade numa equipa em marcar golos, em criar oportunidades e curiosamente a defender bem. São de longe o melhor ataque do campeonato e a melhor defesa e são de longe quem joga melhor na europa. Antes de Sábado dou já os parabéns à equipa da Catalunha pois seja qual for o resultado estão de merecem. Aguardo, certamente como vocês, por sábado, 21h sporttv 1, para me deliciar com este grande jogo.

7.12.08

Quim: uma questão delicada

Os tão badalos 13 golos em 13 dias que Quim sofreu, a presumível titularidade de Moreira hoje, a bicicleta do defesa de setúbal e por aí fora são já tão badalados que chega a ser cansativo. Dos 13 que sofreu considero que tem culpa num contra o Brasil (bola que entra entre ele e o poste), no 5º do Olympiacos em que se não se sai nem bem nem acabando por sair encolhido (mas quer dizer, num 5º golo dum jogo com o jogo decidido o indíce de empenhamento será certamente menor) e claro no tão badalado golo que custou a liderança ao seu clube. Importa referir que Quim, não foi, não é e nunca será, no meu entender, um grande keeper. Porém, foi, é, e certamente continuará a ser um bom e competente GR. Em vários lances parece que Quim pode sempre fazer mais. Parece-me que o ser baixo é uma falsa questão já que tem 1,84 (menos um centimetro que Ricardo que creio nunca se disse ser baixo, e olhem que muito se disse de Ricardo). Contudo, Quim deixa demasiadas vezes a bola a jeito para uma recarga (nestes 13 golos pelo menos 3 foram assim), e várias vezes parece ou que está mal colocado ou que devia poder chegar a bola (por exemplo em casa contra a Dinamarca). De facto não tem sido uma época boa para Quim, com perdas de pontos quer sa selacção quer do SLB por culpa directa dele. Isto é o mau em Quim, mas também há o bom. Este guarda-redes raramente compromete em cruzamentos e no jogo com os pés, pois raramente arrisca socando sempre a bola para longe e chutando-a sempre de primeira. Ora, não comprometer desnecessariamente é sem dúvida algo bom. Comparando com Ricardo mais uma vez percebe-se a importância deste aspecto. Graças a ser um dos melhores do Mundo no jogo de pés Ricardo arriscava demasiadamente (por sorte nada aconteceu quando fintava etc) e graças a paragens cerebrais e a manifesta falta de capacidade também ariscava nas saídas e neste capítulo era preciso uma aula de geografia para enumerar contra quem e onde Ricardo errou. Adiada a liderança por culpa de Quim, tendo este demonstrado quebra psicológica, Quique não o convocou para hoje. Mal ou bem? Devia ter sido antes? Quanto a mim bem. Se for para tirar a titularidade a Quim o melhor é não o convocar pois sentar-se no banco seria interpretado como uma perda de titularidade e um castigo sendo que a não convocação pode ser vista como um descanso, uma oportunidade para descansar duma fase menos boa. Com esta atitude, Quique ganha o ónus de voltar a dar a titularidade a Quim caso o entenda sem ter de dar grandes explicações bastando dizer que deu um descanço ao GR pelo que se passou mas que Quim é o seu GR. Caso Moreira convença (o que a nação benfiquista espera) Quique também sai ileso desta questão pois já deu a conversa banal mas necessária da protecção do balneário, de todos iguais etc..! Quanto à questão de devia ter sido antes, inclino-me (agora) para ou sim. Porquê? Primeiro porque se fosse para mudar era melhor em casa contra o Setúbal do que fora contra o Marítimo (obviamente o segundo desafio é bem mais difícil). Segundo, porque Quim custou a liderança. Obviamente que isso Quique não adivinha e por isso compreendo perfeitamente ter mantido Quim numa tentativa de o recuperar naturalmente com os resultados da equipa. Parece-me que Quique geriu muito bem esta situação. Não me surpreende, pois admiro bastante a capacidade que Quique tem em vertentes como a gestão psicológica do grupo, ou como a interacção com a imprensa. Agora é esperar para ver se dentro de poucos jogos Quim retoma o lugar ou se Moreira agarra a oportunidade que espera à 3 anos....

5.12.08

Ai Jesus que lá vou eu....(ou nós)

A vitória de ontem do Braga deu-me um gozo especial. Primeiro, Portugal ganhou mais umas migalhas para o Ranking. Segundo, o Braga teve infelicidade nos descontos de duas partidas fulcrais e já merecia o apuramento. Terceiro, desde este novo Braga que simpatizo com esta equipa. Ok, deve-se aos resultados mas considero que tirando a gestão de treinadores tem sido uma gestão bem feita pois não só vão buscar bons jogadores como não se rebaixam quer perante esses mesmos bons jogadores quer perante clubes maiores que os querem comprar. Por fim, em quarto mas não menos importante deu-me gozo porque gosto bastante deste treinador, Jorge Jesus. Dizem que ele fala mal e que por isso não pode treinar um grande certo? Errado. O sotaque de Jesus e o jeito como fala deixam um trago cómico na boca mas deixemos-nos de preconceitos e vamos ao que interessa. As ideias que ele transmite são ridículas? No meu entender não, e a maioria até são bem certas. As equipas que ele treina jogam mal e não conseguem resultados? Não. Pelo que ouvi dizer (não confirmei), Jesus nunca desceu nenhuma equipa das algo fracas que treinou e no Belenenses conseguiu um trabalho muito positivo nas épocas que lá esteve. As suas equipas são tacticamente fortíssimas ideia que o próprio faz questão de salientar e fundamentar. Neste ano conseguiu passar num grupo muito mais forte do que os anteriores (numa Uefa muito mais forte também, o que até levou muitos a dizerem que este ano mais parecia a Champions...enfim...) e no campeonato acredito que se prepara para começar a chegar ao topo (por norma as equipas de Jesus começam pior do que acabam, sendo que este ano a intertoto pode ser um revés para esta verdade insofismável). As duas Taças já foram (a da liga em circunstâncias que roçam o patético a de Portugal porque foi à Madeira o que é sempre difícil). Assim, este Braga (no primeiro grande teste de Jesus ) será equipa a ter em conta para os 4 primeiros podendo chegar nos próximos anos mais longe (caso a já referida pessima gestão de treinadores acabe). Quanto ao jogo de ontem ficam aqui os meus parabéns à equipa minhota e boa sorte para o sorteio (que vai ser sp dificil sendo o melhor adversário possível o Twente). Ontem mostraram como diz e bem "A Bola" grande maturidade europeia. Mais havia a dizer, nomeadamente o facto de esta equipa ter um bom GR (neste momento o melhor português), uma boa defesa, um bom meio campo e bom ataque porém como não me quero alongar despeço-me com esperança de ver esta equipa a fazer um brilharete na europa!

3.12.08

Em vez dos Morangos...

Hoje às 19h a RTP N transmite em directo o Benfica - Sporting a contar para a liga intercalar. Saúdo esta transmissão pois é um jogo que pelo menos a mim suscita curiosidade. Sendo adepto do Sporting estou mais a par dos jovens do meu clube mas sei que o Benfica também conta nas suas fileiras com bons jovens e assim sendo é sempre bom ver o eterno derby numa versão mais jovem mas que também por isso certamente não será a brincar. Um jogo destes, ainda por cima transmitido pela Tv fará com que todos se queiram mostrar e por isso em vez dos Morangos, do Pipo e da Joana, vou ver um diferente SLB - SCP, do Rosado e do Rabiu (espero eu que nao seja do David Simão nem do Nélson Oliveira)

26.11.08

How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

Hoje acordei bem disposto. Hoje vou ver o rapaz em que a inspiração é um estado natural, hoje vou ver o mais talentoso jogador à face da Terra. Hoje vou ver o melhor do mundo. Hoje vou ver Lionel Messi...

24.11.08

White "fiasco" Lane

Este post do caríssimo JVB fez me pensar que também em Inglaterra há uma “briosa” que apesar de todos os anos ter orçamentos gigantescos, grandes jogadores e bons treinadores nunca passam da cepa torta. Para os menos atentos falo claro do Tottenham, que para alem da Taça da liga conquistada o ano passado e do 5º lugar alcançado por Martin Jol tem um historial recente muito fraco.

Se na Académica de Coimbra o insucesso é muitas vezes explicado pela fraca qualidade da maioria dos jogadores, em White Hart Lane até agora moraram grandes craques contratados a peso de ouro que teimam em não mostrar o seu real valor. O exemplo mais recente é Darren Bent, que apesar de uma aparente subida de forma ainda não justificou minimamente os 24 milhões de euros investidos na sua compra. Depois há também o falhanço quase inexplicável de Juande Ramos como treinador dos “spurs”, o espanhol quando saiu do Sevilha era apontado como o novo treinador da moda e parecia que iria seguir as pisadas vitoriosas dos outros treinadores peninsulares em terras de sua majestade, mas a verdade é que o trabalho de Ramos foi tão mediocre que acabou por ser substituído pelo veteraníssimo e limitado Harry Redknapp. A verdade é que Redknapp depois do banho que levou do Jesus em Portugal, conseguiu por o Tottenham nos eixos e já leva 3 vitórias consecutivas e uma delas contra o líder Liverpool. Para terminar esta breve constatação de factos que vos aqui deixo, tenho a dizer que não creio minimamente que ex-treinador do portsmouth seja o homem indicado para o lugar, David Levy (presidente do Tottenham) deu o passo certo quando contratou Juande Ramos e apesar de o tiro ter saído furado, penso que a solução a médio longo prazo não passa por um treinador completamente ultrapassado cujas metodologias são obsoletas. Para contratar em Inglaterra por que não o Phil Brown?